Nióbio de Rondônia é comercializado como “Colombita” para lesar o fisco estadual

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Gomes Oliveira

O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quarta-feira (7) à noite um relatório relatando que quatro empresas estão comercializando nióbio com o nome  de  “Colombita”, com o intuito de burlar o fisco estadual e federal. Elas detêm a concessão de exploração de uma grande jazida do precioso minério no município rondoniense de Itapuã da Oeste.   

O que é o nióbio? É uma espécie de linha metálica inigualável no planeta.  Apenas algumas gramas dele, unidas ao aço transformam o produto numa liga praticamente impossível de romper e, ainda, com muita maleabilidade. O nióbio é hoje usado na construção de espaçonaves, de sensores de sondas espaciais, de turbinas de aviões, em aparelhos de ressonância magnética e até em usinas nucleares. Todos os equipamentos eletrônicos de ponta têm nióbio, por exemplo.

As quatro empresas que atuam na exploração da jazida em Rondônia são ESA (Antiga CSN), a Metal Mig, a Mineral Corp e a Mineradora Lagoa Azul. Elas são multinacionais e uma delas pertence a um milionário paquistanês.  Segundo informações, as guias de extração são emitidas onde aparece o termo “colombita”, mas, na verdade, trata-se do valorizado minério nióbio.

As informações sobre o nióbio rondoniense explorados em Itapuã são consideradas um segredo muito bem guardado e poucos têm informações a seu respeito. É necessário em caráter de urgência que o governador Marcos Rocha determine à sua equipe um levantamento rigoroso dos fatos, para que Rondônia e o Brasil saibam a verdade.


Os minérios são levados para o município de Ariquemes, onde são pré-industrializados e a pífia receita da exploração fica no município de Ariquemes. Segundo o relatório, as mineradoras alegam que em Itapuã não tem energia elétrica necessária para a operação.

O Ministério Público do Estado, a Assembleia Legislativa, a bancada federal e, principalmente, o governador Marcos Rocha, precisam em caráter de urgência verificar a veracidade destas Informações. Se confirmada a comercialização do nióbio com outo nome, o estado de Rondônia estará perdendo uma fortuna em impostos.

A Companhia de Mineração de Rondônia já confirmou a potência da jazida de nióbio em Rondônia. Agora, o que precisa é as autoridades estaduais tomem as providências cabíveis, inclusive acionando a Policia Federal. A expectativa é que o presidente Bolsonaro, ao tomar conhecimento de todos esses fatos, interfira para que o estado e Rondônia não percam receita.



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