‘Não retiro uma palavra’, diz deputado que chamou Moro de ladrão

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Já se passavam mais de sete horas da sabatina na Câmara dos Deputados em que o ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, dava a sua versão sobre os diálogos com o procurador Deltan Dallagnol — e que colocam em xeque sua imparcialidade na Operação Lava Jato — quando ele resolveu se levantar e deixar a sessão sob os gritos de “fujão”.

A saída do ministro se deu após a fala do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) que, a partir de uma analogia com o jogo de futebol, chamou Moro de “juiz ladrão”. Apesar da reação da bancada governista, que rebateu aos gritos e levou ao encerramento da sessão, o parlamentar fluminense afirma que “a história” vai provar o que disse.

LEIA A ENTREVISTA:

O senhor não acha que exagerou ao chamar o ministro Sergio Moro de juiz ladrão? Não retiro uma palavra do que eu disse. Eu fiz uma analogia com o jogo de futebol, em que você tem um juiz que se corrompe, passa integrar um dos times e recebe uma recompensa por causa disso. O nome disso é corrupção e, na linguagem popular, se chama de juiz ladrão.

Então houve incompreensão em relação ao contexto? Eu não estou preocupado com a forma como a bancada do PSL compreende o que eu digo. Estou me lixando para eles. Eu estou preocupado com a maioria do povo brasileiro, que entende o que tem que ser dito e que a gente não pode deixar de dizer.


A reação do ministro o surpreendeu? Me surpreendeu o grau de covardia. O ministro não aguentou o primeiro embate quando confrontando com a verdade e saiu. Não sabia que ele era tão covarde como se apresentou ontem.



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