4ª feira: greve geral contra reformas do governo

0
93

Centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais estão convocando a população a aderir a um dia de greve geral amanhã, quarta-feira (15), contra as reformas da Previdência e do trabalho. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), haverá interrupção de atividades em diversos locais de trabalho, atraso na entrada de turnos, assembleias e, em diversas capitais, atos públicos. 

Várias categorias profissionais já confirmaram participação nos atos, inclusive do setor de transporte. Na cidade de São Paulo, motoristas e cobradores de ônibus aprovaram paralisação da 0h até as 8h, enquanto os metroviários pretendem parar durante todo o dia. Os metroviários de Belo Horizonte também aprovaram paralisação de 24 horas.

Os bancários de São Paulo também vão aderir, parcialmente, ao Dia Nacional de Paralisação e Mobilização. As agências localizadas em algumas regiões da cidade, localizadas nos principais corredores e centros administrativos, não irão funcionar durante todo o dia. A decisão foi deliberada em assembleia e confirmada hoje (14), pela manhã.

Também estão previstas paralisações dos trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), servidores federais (Sindisef) e do Judiciário (Sintrajud). Eletricitários, funcionários dos Correios, metalúrgicos e químicos nas bases de diversas centrais vão fazer paralisações, parciais ou durante todo o dia. 

“Temos condições de transformar o 15 de março numa trincheira em defesa da aposentadoria como política pública e parte da seguridade social e não um ativo para ser comprado em agência bancária”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas, para quem a mobilização nos estados, via comitês, ajuda a pressionar os parlamentares.


Freitas frisa que, além da reforma da Previdência, outras ameaças de retiradas de direitos estão prestes a serem votadas no Congresso Nacional, como é o caso dos projetos da reforma trabalhista e da terceirização. “A ideia é acabar com as férias de 30 dias, aumentar a jornada, ampliar indefinidamente os contratos de trabalho temporário, além de acabar com o direito à aposentadoria pública no Brasil”, diz o sindicalista.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que não tinha como fazer mágica com os números. “O importante é que todos os brasileiros possam ter certeza de que vão receber a aposentadoria, que as taxas de juros continuem caindo, que a inflação continue caindo. E, para isso, temos que controlar as despesas públicas.”

Ele também rejeitou a ideia de reduzir a idade mínima necessária para as mulheres se aposentarem. Segundo Meirelles, se a idade de aposentadoria das mulheres for reduzida para 60 anos, os homens terão que trabalhar até os 71 anos para compensar essa diferença, acrescentou. Pelas regras atuais, os homens podem se aposentar com 35 anos de contribuição e as mulheres, com 30 anos. Não há idade mínima.



CURTA/SIGA/ACOMPANHE-NOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here