Ministros mandam Bolsonaro remover video onde ele admite fraude nas urnas por falta do voto impresso

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Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido da coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT, PC do B e PROS), do presidenciável Fernando Haddad, e determinou a remoção –– dentro de um prazo de 24 horas –– de um vídeo do candidato do PSL ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, no qual ele afirma que as eleições de outubro podem resultar em uma “fraude” por causa da ausência do voto impresso.

“A grande preocupação realmente não é perder no voto, é perder na fraude. Então, essa possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta”, declarou Bolsonaro, em transmissão ao vivo nas redes sociais feita em 16 de setembro, enquanto se recuperava no Hospital Albert Einstein de um atentado sofrido em Juiz de Fora.

A coligação de Haddad alegava que Bolsonaro proferiu “inúmeras” ofensas, não apenas ao PT, mas ao próprio TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF). No mesmo vídeo, o candidato do PSL disse que eventual eleição do petista representaria uma “ameaça à democracia”.

Durante o julgamento, os ministros do TSE fizeram unma defesa contundente do sistema eletrônico de votação e da atuação da Justiça Eeitoral em garantir a lisura do pleito. “Críticas são legítimas, vivemos graças a Deus em um estado democrático de direito. Agora críticas que buscam fragilizar a Justiça Eleitoral e sobretudo que buscam retirar-lhe a credibilidade junto à população hão de encontrar limites”, disse a presidente do TSE, ministra Rosa Weber. 

“O trabalho que aqui se faz é sério, responsável e permanente. Em absoluto é imune a críticas, mas não críticas que desbordem limites e levem à retirada da credibilidade de uma Justiça que é patrimônio do povo brasileiro”, ressaltou.


Para o ministro Admar Gonzaga, é preciso colocar um freio quando os ataques de candidatos passam a mirar as instituições. “Quando esses exageros tocam nas instituições, aí é algo que a gente tem de começar a pensar – e também os candidatos. É fácil ser valente por trás de uma câmera, pessoas que, visivelmente destemperadas, visivelmente desequilibradas, insultam pessoas sérias, instituições”, comentou o ministro, sem citar nomes. “Aí há que se pôr um freio. E o freio repercute em algo definido como crime, que é embaraçar o exercício do sufrágio. As candidaturas têm de ter responsabilidade para não embaraçar o exercício do sufrágio”, acrescentou.



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