Marcos Rogério dá “balão” na bancada federal de Rondônia e aprova emenda sozinho

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O atual governador de Rondônia Marcos Rocha, sem partido, que se cuide! Ao menos eleitoralmente falando. A cada dia que passa mais o senador Marcos Rogério, do DEM, se aproxima do presidente da República Jair Bolsonaro, também sem legenda.

Desde já se evidencia óbvio conflito de interesses entre as duas autoridades, Rocha e Rogério, que deverão colocar seus respectivos nomes à disposição do eleitorado regional no ano que vem.

O governador, com intento de um novo mandato e querendo a manutenção das rédeas do Palácio Rio Madeira por mais quatro anos. Já Rogério, seu xará de prenome, quer cravar de vez suas credenciais na história política do estado, que por ora vem lhe conferindo carreira meteórica no metiê. Como pano de fundo da disputa pré-campanha ainda silenciosa, o apoio do mandatário do Planalto.

 

“Balão” na bancada de Rondônia


Em determinado trecho da matéria intitulada “A tropa do cheque”, o texto indica, inclusive, que Rogério sozinho conseguiu dar um “balão” – ou seja, simplesmente passou por cima –, das dezenas de propostas de emenda ao orçamento. Em suma, fez com que deputados federais e os outros dois senadores da República comessem poeira no quesito liberação de recursos públicos.

Desse valor, 22,9 milhões foram liberados no último dia 2 de junho para a construção de uma passarela sobre uma rodovia federal que corta Ji-Paraná. A manobra do Planalto para beneficiar o aliado fica clara. Ao definir para onde deveriam seguir os recursos das emendas de bancada, os parlamentares federais de Rondônia apresentaram, no orçamento deste ano, um total de 20 propostas. A única que foi atendida até o momento foi justamente a que interessa a Marcos Rogério.

Com a mão do presidente da República sobre os ombros, o congressista usa a malfadada CPI da Pandemia, um verdadeiro picadeiro para todos os lados, como palco a fim de excursionar toda a extensão de seu personagem político, incluindo a empostação de voz costumeira e trejeitos discursivos próprios de quem está desesperado para ser visto de fora para dentro como um intelectual no parlamento.

Foi tão sagaz em seu objetivo que boa parte do público sequer recorda que ele e Renan Calheiros, hoje antagonistas, veja a ironia, já foram aliados na hora de enterrar de vez a CPI da Lava Toga.

Mas o “coveiro” Marcos Rogério também sabe desenterrar. E é isso que tem feito com a própria reputação depois da dobradinha com Calheiros para “aliviar” os ministros do Supremo (STF).

E são por esses e outros tantos motivos que Marcos Rocha e estafe precisam abrir os olhos na hora de contabilizar, com certeza absoluta, o apoio irrestrito de Jair Bolsonaro, porque, aparentemente, o presidente demonstra clara intenção de fazer apostas difusas em Rondônia.



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