Mal organizados e divididos caminhoneiros não conseguem organizar greve geral

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FOTO QUE CIRCULOU NO WHATSAPP E INDICAVA QUE TRECHO DA BELÉM-BRASÍLIA DA BR-153 ESTARIA INTERDITADO POR PARALISAÇÃO DE CAMINHONEIROS

A paralisação dos caminhoneiros teria início às 6h desta terça-feira (7), mas o movimento não estava fortalecido e nem coeso em nível nacional. Lideranças do movimento, que estão em Brasília-DF, disseram que a categoria não foi ouvida e, portanto, não conseguiu fechar posições comuns. Áudios foram divulgados pela Imprensa com orientações repassadas em grupos da categoria, que não se posicionou se o movimento seri contra ou a favor do Governo.

Em um dos áudios, gravado na sexta-feira (3), o líder afirmou que: “Os homens declararam guerra contra nós novamente. Os homens não querem entendimento, não querem paz”, aponta.

O líder ainda detalhou que foi ventilado o bloqueio do WhatsApp para dificultar a organização dos caminhoneiros. “Se acontecer, a partir de agora, sexta-feira (3), às 17h15, se houver qualquer tipo de suspensão da comunicação de WhatsApp nos grupos, porque eles estão pleiteando suspender somente os grupos, se houver qualquer dificuldade na comunicação, tudo que foi planejado até aqui permanece de pé […] A partir das 6h de terça-feira (7) começa a paralisação nacional”, orienta.

Em outro trecho, o líder detalhou que, na quarta-feira (8), o grupo poderá se reunir em Brasília-DF para tratar de assuntos de interesse da classe. Além disso, o áudio foi repassado com prioridade em nome do Comando Central dos Caminhoneiros, que está na capital federal. “O momento é sério. A guerra está declarada de modo que não podemos titubear. Então, mesmo se a comunicação for cortada, toda a programação e o processo de paralisação permanecem como foi combinado”, afirma.

Por temor de represálias, não foi citado no áudio se o grupo protestaria a favor ou contra o presidente Jair Bolsonaro ou contra o Supremo Tribunal Federal. Na sexta-feira, circulou foto em grupo de mensagens afirmando que havia iniciado a paralisação na BR-153, conhecida como Belém-Brasília, mas não se confirmou o início do movimento.


Na sexta-feira, o economista Sérgio Martins, questionado se uma greve dos caminhoneiros poderia impactar negativamente nos preços apontou que, caso o movimento evolua para greve, pode haver desabastecimento, o que acarretaria em diminuição da oferta de produtos e, consequentemente, no aumento de preços.



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