Os trabalhadores estaduais da saúde estão paralisados desde a manhã deste último sábado (24) para reivindicar reposição de perdas salariais de 42,5%. O ato se concentrou na frente do Hospital de Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho e foi suspenso após o governo confirmar uma reunião para a próxima quarta-feira (28). 

De acordo com Caio Marin, presidente de Sindsaúde, desde 2013 a categoria vem tendo perdas salariais, tentou negociar com o governo, mas devido a falta de resposta, no último dia 19 deste mês deflagrou para o início da greve neste sábado. “O governo, em 2012, deu 5,87% de aumento em cima dos vencimentos e não incidiu em cima das gratificações, e desde então tivemos perdas salariais. O governo, agora, chamou para a mesa de negociação. Tinha sido dado 40 dias para o estado, que não respondeu. Então, deflagramos a greve no dia 19 para começar hoje. E ontem eles sinalizaram um chamamento para concatenarmos esse acordo. Logicamente, nós sabemos que não vamos conseguir esses 42,5%, porém nosso plano de carreira, cargos e salário depende desse reajuste salarial”, explicou Marin.

Conforme o sindicato, somente os médicos não aderiram ao movimento deste sábado e cerca de 60% da categoria manteve as atividades dentro das unidades de saúde de urgência e emergência em todo o estado de Rondônia. “Hoje paralisaram enfermeiros, técnicos, psicólogos, administrativo e demais áreas, com exceção dos médicos. Nossa cobrança é a reposição dessas perdas salariais que perfazem 42,5%, além de haver um lapso de progressão que os servidores não receberam, de 2013 a 2018, e muitos outros que não recebem a gratificação de atividade específica (GAI)”, detalhou o presidente do Sindsaúde.

COM A PROPOSTA do governo em negociar a partir da próxima quarta-feira, a categoria realizou uma votação durante a paralisação e decidiu suspender a greve temporariamente. “Acreditamos que o Estado deve se sensibilizar e colocar um ponto nesse início de greve na quarta-feira. Nem sindicato gosta greve e nem a sociedade gosta de ver o serviço de saúde sendo interrompido. Por isso, os servidores aqui decidiram, praticamente por unanimidade, suspender o movimento”, afirma. 

A reunião com o governo, segundo o Sindsaúde, será na Casa Civil do Governo do Estado na próxima quarta-feira, com secretários de saúde, finanças, planejamento, chefe da Casa Civil, Procuradoria Geral do Estado, sindicatos e a comissão formada, por dois integrantes de cada unidade, para analisar as propostas apresentadas pelo governo. 




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