Negócios fechados na 6ª RRShow devem ultrapassar os R$ 600 milhões

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Segundo levantamento preliminar do Banco do Brasil, Banco da Amazônia e Sicoob, as projeções de negócios na 6ª Rondônia Rural Show indicam um volume de negócios superior a R$ 600 milhões. Isto sem computar os financiamentos liberados pelo Banco do Povo, aos microempreendedores, que, por sua vez, teriam consumado transações em torno de R$ 900 mil. É preciso ainda levar em conta as aquisições diretas de equipamentos pelos produtores rurais, assim como as vendas nos estandes das agroindústrias.

O VICE-GOVERNADOR DANIEL PEREIRA DISCURSA NO ENCERRAMENTO OFICIAL DA RONDÔNIA RURAL SHOW DE 2017

O Banco da Amazônia tinha como meta financiar R$ 300 milhões. De início liberou 192 contratos no valor de R$ 19 milhões. No entanto, de acordo com o superintendente, Wilson Evaristo, foram firmadas propostas no valor de R$ 232 milhões 879 mil Reais. O superintendente acredita que ao final quando todas as propostas, inclusive as que estão internalizadas nas agências do interior, a meta projetada de R$ 300 milhões pode até ser superada.

No Banco do Brasil, a situação também não é diferente. Na quinta-feira foram fechados negócios na faixa de R$ 3 milhões. Na sexta-feira até o meio-dia, mais de R$ 100 milhões estavam em fase final de contratações. Neste ritmo a projeção é de que de fato, a meta de R$ 250 milhões seja superada alcançando R$ 300 milhões.

Já Sicoob, acatou R$ 10 milhões e 698 mil reais em propostas. A meta, conforme explica Elane Cristina Carvalho, analista de agronegócio é alcançar R$ 25 milhões até o encerramento da feira. Outro dado interessante do Sicoob é que foram fechados na sexta-feira R$ 25 milhões em consórcios entre a instituição e seus associados para benefícios na área rural.

Centenas de produtores rurais que visitaram a feira definiram que fechariam negócios nas agências de seus municípios considerando a boa amizade e relacionamento com os gerentes regionais. Todos estes números podem mudar significativamente para mais conforme salienta o superintendente, Antônio Carlos Soares.


Constatação in loco —De cada dez produtores rurais consultados pelo Diário da Amazônia sobre a possibilidade da crise política afetar os negócios no campo, nove responderam, “que a crise está em Brasília” que o agronegócio não deve se preocupar com a política e sim produzir alimentos. Uma frase de um empresário rural que pediu para não ser identificado sintetiza tudo: “As pessoas estão acreditando que o agronegócio é o motor para superar a crise”.

A reportagem do Repórter RO também esteve na Rondônia Rural Show neste sábado (27), último dia da feira, por volta das 17 horas (uma hora antes do encerramento) e, percorrendo o setor de agroindústrias, constatou que a maioria havia vendido todo o estoque. Wilson Bianchi, da Defumados Bianchi, de Ji-Paraná, por exemplo, afirmou que não sobrou absolutamente nada dos mil quilos (1 tonelada) de linguiça in natura que defumou para o evento. Idem para os 800 salames e os todos os kits de feijoadas que ofereceu durante os quatro dias da feira.

O estreante Agnaldo Oliveira também ficou eufórico com o resultado da aceitação e das vendas dos seus biscoitos de cupuaçu e de leite. Ele contou que no terceiro dia da feira precisou fabricar mais biscoitos e mandar vir com urgência de Ariquemes, porque havia já vendido tudo . “O ano que vem quero voltar e vou trazer muito mais produto”, garantiu.  A Laticínios Massaroto e a Marcon Queijos também liquidaram seus respectivos estoques de iogurte e queijos. A primeira fez 800 litros da bebida láctea para o evento e a segunda produziu 400 quilos de tipos variados de queijo.

 

 



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