Lula se compara a Mandela e dá recado à elite: ‘vamos voltar’

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Três horas depois de ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em palanque montado na Praça da República, que não vai desistir da disputa ao Palácio do Planalto porque uma “coceirinha” o faz seguir adiante. “Pobre daqueles que acham que prendendo o Lula acaba a luta. Quero avisar a elite: esperem que vamos voltar”, afirmou.

Diante de uma plateia formada por militantes do PT, parlamentares, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais, o ex-presidente disse ser vítima de um “pacto” entre o Judiciário e a imprensa para acabar com seu partido. “Se me condenaram, me deem pelo menos o apartamento”, afirmou Lula, em uma referência ao triplex no Guarujá, alvo da Lava Jato.

“Quero que eles digam qual foi o crime que cometi. Estou condenado outra vez por um apartamento que eu não tenho. Já pedi para o Guilherme Boulos (líder do MTST) mandar o pessoal dele ocupar. Já que é meu, que ocupem”, ironizou.

A estratégia de Lula consiste em adotar o discurso da vitimização. Nesta quinta-feira, 25, ele vai participar da reunião da Executiva Nacional do PT, que vai lançá-lo como candidato ao Planalto. “Eu nem precisava voltar, já estava aprovado, mas agora percebo que eles estão fazendo isso para evitar que eu seja candidato. Essa provocação é de tal envergadura que me deu uma coceirinha e agora quero ser candidato a presidente da República”, discursou. “Se cometi um crime, me apresentem um crime que eu desisto.”

MANDELA — Chamado de “guerreiro do povo brasileiro”, Lula se comparou ao ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, que era tido como terrorista e passou quase três décadas na cadeia. “Mandela ficou preso 27 anos. Nem por isso a luta diminuiu e ele foi eleito presidente”.


O ex-presidente acompanhou o julgamento de Porto Alegre na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, ao lado de antigos companheiros de jornada. Lula presidiu a entidade de 1975 a 1981 e foi dali que comandou várias greves, desafiando o regime militar. Antes do veredicto, disse aos militantes que esperava ser absolvido por 3 a 0. A portas fechadas, porém, não escondeu o abatimento.



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