Lixo doméstico é o principal criadouro do Aedes Aegypti

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Mais uma vez o Levantamento Rápido de Índices de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), realizado três vezes ao ano, sob a coordenação em Rondônia da Agencia Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), apontou que o lixo doméstico é o principal criadouro do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue.

“A solução para o combate ao mosquito é uma só: limpeza. É preciso liquidar focos do mosquito, liquidar a sujeira”, disse o vice-governador Daniel Pereira na cerimônia de lançamento do Plano de Contingência das Doenças Transmitidas pelo Mosquito e campanha nacional com o dia 8 de dezembro como o dia D de Mobilização contra o Aedes Aegypti.

Daniel Pereira disse que essas cerimônias, que representam um gesto emblemático e simbólico, vem se repetindo muito nos últimos anos. “É inacreditável sermos a oitava economia do mundo e ter de  se preocupar ainda com mosquito da forma como estamos fazendo. É uma vergonha. Corremos o risco de ser derrotado por um mosquito; nossa auto estima não pode ser atingida por isso”, disse.

O dia D de Mobilização contra o Aedes Aegypti foi comparado pelo vice-governador à segunda guerra mundial, quando aliados invadiram a Normandia para derrotar os alemães. “Vamos invadir todos os lugares, tirar a sujeira, vamos invadir a Arigolândia”, disse. Fez referencia ao bairro de Porto Velho onde se constatou maior número de focos do mosquito e incidência da dengue.

Segundo a diretora-geral da Agevisa, Arlete Baldez, não há municípios com surto em Rondônia.  “Entretanto, o LIRAa mostrou que mais uma vez o principal criadouro do mosquito é o lixo doméstico. Ele está nos adoecendo; precisamos expulsar o inimigo de casa. Cada um deve fazer adesão à medida de uma faxina semanal, justamente quando o ciclo do mosquito se completa. Se cada morador assumir como rotina, estaremos eliminando o mosquito de casa”, alertou.

A diretora alerta que apenas 13 municípios de Rondônia estão em situação satisfatória quanto aos índices de infestação do mosquito, com base no último Levantamento Rápido de Índices de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), realizado três vezes ao ano e que considera satisfatório o resultado até 1%.

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