Foi uma campanha bem-sucedida: Jair Messias Bolsonaro, 63, repetiu à exaustão seus bordões: tolerância zero com a corrupção, críticas fortes à esquerda e ao PT, defesa dos valores familiares conservadores e maior liberdade para a polícia agir sem ser punida por excessos em operações, com espaço garantido para o “cidadão de bem” e ações pelo bem do Brasil.

Depois de sete mandatos como deputado federal, Bolsonaro, ou o “Mito”, como seus seguidores gostam de chamá-lo, ganhou a eleição ao embalar-se como novo e colocar-se como o candidato que vai enfrentar o velho sistema político. Nos anseios de seu eleitor, com sede de mudança e cansado de um sistema político que se desgastou com casos de corrupção, o militar é, segundo seus eleitores, o melhor nome para dar um jeito no país.

O cansaço contra a corrupção, o desgaste da política tradicional, a descrença de grande parte da população no PT, desejo de ordem e valorização da família são alguns dos ingredientes que provavelmente em algum momento passaram pela cabeça de eleitores que digitaram 17 na urna e elegeram o candidato que usou o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Escolhido pelo povo, o capitão da reserva do Exército vai assumir a partir de janeiro um país em crise econômica, com as contas públicas no vermelho, quase 13 milhões de desempregados, PIB com previsão de crescimento de apenas 1,4 , e com elevados índices de violência — foram mais de 63 mil homicídios em um ano. 

Ele terá também o desafio imediato de pacificar o país. Mesmo com a vitória, milhões votaram no candidato do PT, Fernando Haddad, e o clima da de guerra nas redes sociais e não faltaram provocações nas ruas, com muitos casos de agressividade verbal e até violência física.


Algumas declarações suas e de seus aliados sobre o tratamento a instituições da Justiça, à imprensa e a direitos dos cidadãos durante a campanha levaram a reações de críticos seus sobre possíveis ameaças à democracia. Como presidente da República e diante da missão de governar para todos, Bolsonaro também precisará abrir diálogo com o Congresso Nacional e com o Judiciário.



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