A intervenção nos presídios de Rondônia, decretada pelo governador Marcos Rocha (PSL), já dura 38 dias. A Polícia Militar acredita que, nesse período, conseguiu manter a disciplina e a ordem nas unidades prisionais. Esse é também o prazo em que os agentes penitenciários realizam a chamada operação padrão, o que a presidente do Singeperon, Dahiane Gomes, diz que fortaleceu a categoria.

A intervenção foi decretada em 24 de janeiro, em resposta ao movimento paredista iniciado pelos agentes penitenciários. O decreto estabelece que o prazo é de 60 dias, mas, conforme o capitão Alex Miranda, porta-voz da intervenção geral, esse prazo pode se estender o governador entender como necessário.

Conforme o capitão, na primeira semana em que a Polícia Militar assumiu o comando dos presídios de Rondônia, foram restabelecidos direitos dos presos como banho de sol e visitas, que estavam suspensos. 

Miranda explica ainda que foi feito remanejamento de escala dos agentes penitenciários para que houvesse melhor efetividade no serviço do Grupo de Ações Penitenciário (Gape) e os policiais militares também aprenderam sobre o monitoramento dos apenados, mas o esquema de segurança nas penitenciárias continua da mesma forma. “A intervenção tem surtido um efeito muito bom e conseguimos aprender vários materiais ilícitos que não eram para estar dentro das celas. É importante frisar que quando é encontrado algo ilícito na carceragem, a gente abre um procedimento investigatório para apurar como o objeto foi parar na cela”, enfatizou. 

Ainda segundo o capitão Alex Miranda, durante a noite não há necessidade de policiais militares dentro dos presídios e a responsabilidade das unidades fica por conta dos agentes penitenciários. “Os policiais militares ficam durante toda a noite fazendo o serviço de patrulhamento nas redondezas dos presídios e estão prontos para intervir em qualquer situação que aconteça dentro das unidades”, esclareceu. 




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