A MULHER DE 1,48 METRO: PRÓXIMA DOS MISERÁVEIS E TAMBÉM DE POLÍTICOS E EMPRESÁRIOS (Acervo Memorial Irmã Dulce/.)

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce, será a primeira santa brasileira canonizada. A cerimônia ocorrerá neste domingo (13), presidida pelo papa Francisco, no Vaticano. Dulce se tornará, assim, a primeira santa brasileira nata, pois Madre Paulina, apesar de ter feito história no Brasil, nasceu na Itália.

O processo de canonização da freira baiana foi o terceiro mais rápido da história, 27 anos após sua morte, ficando atrás só do papa João Paulo 2º, nove anos, e de Madre Teresa de Calcutá, 19 anos depois de sua morte.

E era como “Madre Teresa do Brasil” que alguns a conheciam. As semelhanças iam além do físico franzino: o trabalho com pobres foi a maior marca de ambas. O início da obra mais regular do “Anjo Bom da Bahia” foi em 1949, quando ela ocupou o galinheiro ao lado do convento para atender 70 pacientes.

A celebração será no domingo, a partir das 5h – de Brasília. Começa com um canto ao Espírito Santo. O cardeal dom Angelo Becciu, da Congregação para a Causa dos Santos lerá  uma pequena biografia de cada um dos cinco santos novos –Dulce e outros quatro – para o papa. A seguir, será cantada uma ladainha invocando os santos. Na sequência, o papa Francisco lê um texto em latim e, a partir daí, eles passam a ser reconhecidos como santos. Aí, a missa segue normalmente. O Brasil terá ganho a Santa Dulce dos Pobres, com dia celebrado em 13 de agosto.

O TÚMULO DA FREIRA, EM SALVADOR: O NÚMERO DE VISITANTES SALTOU DE 3 000 PARA 15 000 NESTE ANO (PEDRO SILVEIRA/.)

O PROCESSO DA CAUSA de canonização da religiosa baiana Maria Rita Lopes Pontes, a Irmã Dulce (1914-1992), foi iniciado em janeiro de 2000 e seu primeiro milagre foi validado pela Santa Sé em 2003, pelo então papa João Paulo 2º. O milagre reconhecido teria acontecido na cidade de Itabaiana, em Sergipe, quando as orações à religiosa teriam feito cessar uma hemorragia em Claudia Cristina dos Santos, que padeceu durante 18 horas após dar à luz ao seu segundo filho. 


Já a cura instantânea da cegueira de um homem de cerca de 50 anos foi o milagre ratificado pelo Vaticano para a canonização da religiosa baiana.

Em abril de 2009, o então papa Bento 16 concedeu o título de Venerável à freira baiana, que se tornou a “Bem-aventurada Dulce dos Pobres”. Ela foi beatificada dois anos depois em uma cerimônia religiosa que reuniu 70 mil pessoas em Salvador. Já a cura instantânea da cegueira de um homem de cerca de 50 anos foi o milagre ratificado pelo Vaticano para a canonização da religiosa baiana. 

LINHA DO TEMPO

26.mai.1914 – Nasce Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes em Salvador

1933 – Ingressa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe, recebe o hábito e adota, em homenagem à mãe, o nome de Irmã Dulce

1949 – Em Salvador, após autorização da superiora, ocupa um galinheiro ao lado do convento para atender doentes

1959 –  Instalada no local a Associação Obras Sociais Irmã Dulce

13.mar.1992 – Irmã Dulce morre em Salvador.

 



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