Com a meta de reduzir em 50% os casos de infecção hospitalar nas unidades de terapia intensiva (UTIs), no prazo de três anos e meio, os Hospitais de Base Ary Pinheiro (HB) em Porto Velho e o Regional de Cacoal (HRC) participam desde dezembro de 2017 do projeto Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil.

De acordo com a enfermeira Maiara Alves de Carvalho, que coordena o projeto no HB, a princípio a meta estipulada é de 30%, no período de um ano e seis, atingido este objetivo, as unidades de saúde seguirão com o propósito de alcançar os 50% de redução, considerando que a infecção é um problema a mais que os pacientes e familiares enfrentam por contaminação relacionada à assistência de saúde (Iras) nas UTIs ou por falta de cuidados básicos.


ENFERMEIRA MAIARA: NOVOS PROCEDIMENTOS SERÃO ADOTADOS NA UTI DO HOSPITAL DE BASE

Maiara explicou que em três meses do projeto, de dezembro a março, observou-se considerável redução. No caso das infecções primárias da corrente sanguínea, cuja meta é atingir 8,63%, o índice caiu de 12,35 para 11,03%; já os casos de infecção do trato urinário reduziram de 13,95% para 11,58% e a meta é chegar a 8,96%, enquanto os de pneumonia associada à ventilação mecânica passaram de 19,42% para 18,18%, com a expectativa de baixar para 15,70%.

O HB e o HRC fazem parte dos 120 hospitais que foram selecionados pelo Ministério da Saúde, idealizador do projeto juntamente com seis hospitais considerados de excelência: Hospital Alemão Osvaldo Cruz (SP), Hospital Beneficência Portuguesa (SP), Hospital do Coração (SP), Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Hospital Sírio Libanês (SP) e o Hospital Moinhos de Vento (RS), contando com o apoio agora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A meta nacional é salvar 8.500 vidas nas UTIs e reduzir em R$ 1,2 bilhão os custos decorrentes da infecção hospitalar no período de três anos e meio.

 

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