Homicídios: menos de 40% dos casos em Ji-Paraná são solucionados

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Menos de 40% dos casos de homicídio na delegacia regional de Ji-Paraná, região central do estado, são solucionados, segundo a Polícia Civil. Segundo a polícia, a implantação de uma delegacia especializada em homicídios deve aumentar os índices de solução dos casos.

A delegacia regional de Ji-Paraná é a maior do interior, mas 60% dos casos ficam sem solução. São 12 delegados em quatro delegaciais atendendo 226 mil habitantes e sete municípios. De acordo com o delegado diretor do Departamento de Polícia do Interior Arismar Araújo, atualmente a regional de Ji-Paraná consegue esclarecer menos de 40% dos casos de homicídio que acontecem na região.

“Ji-Paraná está no índice razoável, mas, pela estrutura, isso pode ser melhorado. A equivalência é a mesma, pelo número de policiais, de outros locais que estão dando melhores resultados. Nós acreditamos que isso pode ser melhorado e vamos buscar esses resultados”, afirma.

Com a criação da Unisp, também foi implantada na cidade a Delegacia de Homicídios. O delegado geral da Polícia Civil Eliseu Muller de Siqueira acredita que cuidar dos casos de crime contra à vida de maneira separada tornará o trabalho da polícia na solução casos de homicídio mais eficiente.

“Quando não havia a divisão, os homicídios acabavam se perdendo no meio de tantas outras ocorrências que também precisavam ser solucionadas. Os números de Cacoal são bons, pois lá, nós criamos uma delegacia especializada. Em Ji-Paraná não será diferente”, declara Muller.


Para o delegado que assumiu a regional, Mario Henrique Souza de Camargo, mesmo que a delegacia de Ji-Paraná já venha apresentando um resultado significativo na solução dos casos de homicídios, este trabalho precisa ser fortalecido.

O delegado explica que a deficiência no quadro de policiais é realidade em todo estado e, para melhorar estes índices, será necessário que haja uma qualificação dos servidores que estão disponíveis.

“Nossa meta é conseguir chegar aos 60% ou 65% de solução ao longo dos próximos meses, só com a estruturação e especialização do pessoal que está lotado hoje. Nós temos que trabalhar valorizando a ferramenta que temos que é a mão de obra. Vamos qualificar ainda mais o pessoal que está aqui, para que possamos ter um retorno a curto prazo”, explica o delegado



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