Governo apresenta projeto de combate às queimadas ao ministro do Meio Ambiente

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O projeto elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) propõe ao Governo Federal investimentos para estruturação do Estado de Rondônia no combate às queimadas ilegais e incêndios florestais.

Os recursos devem garantir a atuação no combate aos crimes contra o Meio Ambiente com efetiva presença das equipes de fiscalização e melhores equipamentos para conquista de resultados satisfatórios.

A iniciativa do Estado surgiu após a Operação Jequitibá, que ocorreu no período de maior índice de queimadas. Ainda neste mês de novembro, segundo o comando geral do CBM, Demargli da Costa Farias, o consórcio de representantes da Amazônia Legal (formada por nove estados), se reunirá com o Ministro do Meio Ambiente para apresentar os projetos que proporcionarão a cooperação entre os Estados na ocorrência de incidentes, buscando que “o Governo Federal possa enviar recursos exclusivamente para as instituições de segurança pública que tratam da Amazônia Legal”.

O projeto de Rondônia foi apresentado pelo CBM e Sedam ao governador Marcos Rocha na última sexta-feira (8). A equipe apresentou vídeos das ações de combate no período de queimadas para demonstrar o foco de atuação inicial. “Em nosso levantamento, nesses quase 10 anos voando no céu da Amazônia, conseguimos identificar que a causa das queimadas vem das derrubadas. Então primeiro derrubam, pra depois queimar”.

Um estudo realizado junto à Sedam, diagnosticou que o Governo precisa atuar na inibição da derrubada. Em 2019, os dados estatísticos do Corpo de Bombeiros comprovam que os índices não foram maiores do que em anos anteriores, porém se o Governo não adotar medidas específicas, em seis meses, com o início da estiagem, as queimadas continuarão em larga escala.


O projeto foi elaborado em fases, permitindo que, inicialmente, as forças atuem sem a necessidade de investimentos financeiros para aquisição de equipamentos. Observando o mapa de calor dos anos de 2017, 2018 e 2019, as áreas afetadas em Rondônia são em maioria as mesmas. Então, com as corporações atuando nos pontos mais atingidos, os estudos avaliam que cerca de 25% de queimadas podem ser reduzidas.

“Não vamos só atuar em prevenção das derrubadas, mas podemos reflorestar. Toda vez que pousarmos para qualquer fiscalização, levaremos técnicos de meio ambiente com as mudas para replantar. Plantamos hoje, para colher amanhã”, ressaltou o piloto Philipe Rodrigues Maia, na apresentação do projeto ao governador.

A proposta visa mudar a forma de atuar, investindo em aprimoramentos, como a utilização de radar acoplado nas aeronaves, com alcance de 32 quilômetros, que possibilitará melhor avaliação das áreas, com mapeamento e vistoria dos locais atingidos, bem como de qualquer área do Estado, que pode ser monitorada todos os dias.

O projeto propõe também o custeio de combustível, manutenção, treinamentos aos pilotos e pessoal de terra, cursos de georreferenciamento, custos com as salas de operação, aquisição de aviões, entre outros. As estimativas orçamentárias devem contemplar cinco anos do projeto.

Com um território rico em natureza preservada, sendo 39% de unidades de conservação, federal e estadual, e território indígena, somando as reservas legais particulares, Rondônia ultrapassa 60% de áreas verdes. A busca de recursos junto ao Governo Federal para custeio do projeto, abarcará a estrutura necessária para Rondônia atuar durante cinco anos no combate efetivo de queimadas no Estado.



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