Globo pode tirar Porchat e Mignon da Record em 2019

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Em um ataque à concorrência que não se via desde 1999, quando tirou Jô Soares e Serginho Groisman do SBT e Ana Maria Braga da Record, a Globo está negociando para ter em seu elenco a partir do ano que vem os apresentadores Marcos Mion e Fábio Porchat. Os dois estão em final de contrato com a Record. Com Porchat, já está certo que a rede não irá renovar.

Segundo uma alta fonte na direção da Globo, as negociações com Porchat estão mais avançadas, uma vez que ele já acertou com o GNT, canal pago do grupo, o comando de um novo programa em 2019. Na Globo, ele deverá fazer séries ou um projeto de humor para o núcleo de Marcius Melhem.

Já Marcos Mion, de acordo com a fonte, a Globo quer para reforçar seu time de apresentadores. Na Record desde 2009, Mion vem se destacando à frente da décima edição de A Fazenda. Já é considerado o melhor apresentador que passou pelo reality show rural. Além disso, o ex-MTV e Legendários tem imagem associada ao público jovem, o que interessa à Globo.

O contrato de Mion com a Record vence na virada do ano. Sua última renovação, há três anos, não foi das mais fáceis. Na época, o Legendários incomodava o SBT (que não emplacava nada na faixa das 23h dos sábados) e a Globo (que teve de exibir o Altas Horas mais cedo, antes do Supercine).

Neste ano, Mion ficou fora do ar até setembro, quando estreou a nova temporada de A Fazenda. No final do ano passado, ele perdeu o Legendários, um projeto pessoal, e não perdoou a Record. Culpa a emissora pelo erro de ter mudado o programa dos sábados para as sextas. Executivos da Record avaliam que será difícil mantê-lo diante de uma proposta da Globo.

Já a saída de Fábio Porchat é certa. No primeiro dia útil de outubro, ele exerceu uma cláusula contratual e notificou a Record que iria antecipar o fim de seu vínculo, previsto para 31 de dezembro de 2019, para 31 de dezembro de 2018.

Porchat disse na época que a notificação não significava rescisão, mas a abertura de uma negociação de um novo contrato. A cúpula da Record, no entanto, não aceitou os argumentos. Sentiu-se pressionada pelo apresentador, que vinha reclamando de censura a quadros e brincadeiras em seu talk show, de vetos a entrevistados e da sobreposição de palavrões com sinal sonoro.

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