Garimpeiro morto em Aripuanã (MT) no tiroteio com a polícia era ji-paranaense

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MOISÉS DE ALMEIDA

O garimpeiro morto em confronto com policiais do Batalhão de Operações Oficiais (Bope) e federais no garimpo ilegal em Aripuanã, em Mato Grosso, era um cidadão de Ji-Paraná. Na manhã desta terça (8) foi confirmada a morte de Moisés de Almeida, que trabalhava como pintor aqui na cidade.

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (7) a segunda parte da Operação Trype no garimpo para cessar as atividades ilegais no local de enfrentamento. Cerca de 160 policiais, além de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Mato Grosso tomaram posse da área de onde expulsaram mais de mil pessoas.

Segundo informações da PF o garimpo clandestino fez aumentar o índice de homicídios, a prostituição e o tráfico de drogas na cidade matogrossense, além de causar grande impacto ambiental com devastação de florestas. Há crateras abertas de até 50 metros de profundidade na região. Ainda segundo a polícia, as investigações apontaram que no local ocorria também lavagem de dinheiro, emissão de documentos falsos e uso de contas bancárias para atividade criminosa.

CORRIDA DO OURO — Há quase um ano o garimpo ilegal atrai aventureiros e curiosos em busca de ouro nas proximidades de Aripuanã. A situação já foi alvo de investigação da Polícia Federal no ano passado e reuniu autoridades, no entanto, a exploração continuava sem qualquer tipo de controle. 

A Polícia Civil de Aripuanã disse, em junho deste ano, que o garimpo concentrava na época cerca de 2 mil pessoas. Já a Prefeitura de Aripuanã calcula que são cerca de mil. O fato é que esta grande concentração de fora da cidade passou a provocar muitos problemas na cidade de ordem social, criminal e econômica.


A invasão da propriedade, que é da União, começou em novembro de 2018. Desde então, as autoridades, como Ministério Público Federal, governo estadual e federal, tentaram soluções e fizeram diversas reuniões. Mas nada deu resultado concreto.

As autoridades debateram, inclusive, os danos ambientais causados na área. À época o então Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) determinou que os invasores deixassem o garimpo, o que acabou não aconteceu até o enfrentamento desta segunda-feira, que culminou com a morte do cidadão de Ji-Paraná.

Veja fotos do garimpo ocupado:



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