O Volkswagen Fusca é um dos carros antigos mais amados do mundo. Seu perfil popular, vindo da intenção de ser acessível a todo mundo, e sua proximidade do nazismo alemão fazem de sua história uma das mais ricas da indústria.

Mas foi seu desenho inconfundível, criado por Ferdinand Porsche, que chamou a atenção de Ondrej Brom. O modelo estava em estado lastimável debaixo de uma árvore na República Tcheca. Brom fez uma oferta de 60 mil coroas tchecas (cerca de R$ 10 mil) e levou o besouro para casa. Após uma delicada raspagem da carroceria, ele descobriu que se tratava do Fusca de chassis número 20, ou seja, o mais antigo que se tem história no mundo.

Tecnicamente, o nome do carro é KdF-wagen Type 60. Ele foi feito em novembro de 1941 e só virou Volkswagen depois da Segunda Guerra. Sua restauração minuciosa começou em 1988. Brom era estudante e o dinheiro para fazer o Fusca como deveria demorava para cair na conta. “Ele tinha uma camada de argila no meio das rodas, estava péssimo. Eu senti que devia levar ele de lá. O Fusca pertencia a um amigo do meu irmão”, disse.

Depois de meticulosas remoções de tinta, raios X e pulverização de sujeira do veículo com produtos químicos usados pela polícia, o número de chassi foi finalmente descoberto sob camadas de ferrugem. A se pensar que foram mais de 20 milhões de unidades produzidas, ter o de número 20 é realmente motivo de muita alegria.

Para quem pergunta sobre preço, Brom diz que não tem a menor intenção de vender o carro agora, já que ele ficou muito tempo restaurando o modelo e agora precisa curtir. Sobre as capas pretas sobre os faróis, na foto, elas são uma proteção para quando o carro está em movimento durante o dia, para não bater uma pedra e riscar o vidro.

O dono do Fusca de número 20 já disse que não quer vender o carro. Mas se o fizesse, ia encher os bolsos de dinheiro. Um modelo bem menos importante, de 1964, está sendo vendido nos Estados Unidos pelo equivalente a quase R$ 4 milhões. A unidade tem apenas 35 quilômetros rodados marcados no hodômetro. 

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