Um dos grandes problemas do País e que acarreta sérios prejuízos também às contas de Rondônia é o furto de energia elétrica, mais conhecido como “gato” ou “rabicho”. O famoso “jeitinho brasileiro” de burlar as adversidades para levar vantagem, aumenta consideravelmente os prejuízos no fornecimento de energia elétrica nos estados.

Em Rondônia a situação é alarmante conforme aponta a Eletrobrás Distribuição Rondônia. A situação é tão grave no Estado que no período de 12 meses acumulado, houve uma perda de 764.255 MWh, energia que segundo Marcelo Santana, gerente de Medição e Combate às Perdas da Eletrobrás, daria para abastecer Porto Velho por cerca de seis meses. “Esse prejuízo em números é de R$ 449 milhões, e quem paga essa conta é o consumidor, que tem a qualidade do serviço afetada e tarifas mais caras”, atesta Santana.

O GERENTE MARCELO SANTANA QUE TAL PRÁTICA É CRIME GRAVE

As ligações clandestinas também são responsáveis por várias mortes e acidentes por quem a pratica. Geralmente as pessoas que fazem essas “gambiarras”, sobem a elevadas alturas, sem equipamento de proteção algum, correndo o risco de tomar um choque ou até mesmo, despencar ao chão. O perigo também é destinado às pessoas que ficam perto dessas ligações; há riscos de incêndios, interrupções bruscas de energia e outros agravos.

O gerente alerta que o furto é crime previsto pelo Código Penal Brasileiro, em seu artigo 155, parágrafo 3º. Quem for pego praticando o furto, pode pegar pena de 1 a 4 anos + multa.

Para tentar combater a fraude, a Eletrobrás – RO disse que através de uma equipe técnica experiente está intensificando a fiscalização, pelo monitoramento com equipamentos de alta tecnologia em rastreamento e ainda está fazendo periodicamente, inspeções nos medidores de energia em Porto Velho.


“De janeiro até abril, visitamos 81.448 unidades consumidoras, uma média de 20.362 visitas por mês. Nessas visitas, foram encontradas 35.477 unidades com algum tipo de irregularidade. Isso significa dizer que em 44% das visitas, foram encontradas irregularidades na medição”, conclui o gerente de medição, Marcelo Santana.

 



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