Fundação Cultural rebate críticas e diz que recursos para reforma do Museu estão garantidos

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Dada a repercussão estabelecida pelo estado físico do Museu das Comunicações, situado no Primeiro Distrito de Ji-Paraná, construído em 1912 pelo próprio Marechal Cândido Rondon para sediar uma estação telegráfica, o Repórter RO procurou a Fundação Cultural, responsável pela manutenção do prédio, para ouvir da municipalidade mais informações a respeito. Prontamente, a presidente da Fundação Cultural atendeu à reportagem e, através de áudio em um aplicativo, forneceu as explicações apresentadas na íntegra a seguir:

Temos toda a ciência do problema no Museu das Comunicações e não creio que o Rondon Rock foi causador de depredação, como já foi dito. Há três anos a Fundação Cultural vem solicitando ao Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] o projeto e a autorização para uma reforma simplificada. Nesse tempo, o projeto voltou para nossas mãos para ser modificado, levando em conta a inclusão de dispositivos de acessibilidade.

A prioridade da Fundação Cultural, hoje, é iniciar o quanto antes esta recuperação do prédio do museu, tão importante para a nossa história. A gente precisa obrigatoriamente fazer a contração de uma empresa para dar início às obras. Será uma reforma simplificada, como já disse, observando a Portaria 420 que, entre tantas providências, precisará do acompanhamento de técnicos do Iphan.

Desde o início de janeiro já iniciamos o processo de licitação desta empresa, que se responsabilizará pelos trabalhos. A Fundação Cultural não está sendo omissa em relação ao prédio do Museu das Comunicações. Apenas, não podemos ir adiante sem antes cumprir os trâmites burocráticos. Temos de respeitá-los.

Nós tínhamos também a deficiência do orçamento, que é limitado e ele está focado na formação dos nossos alunos. Esta é a nossa prioridade maior. Mas com um programa de contensão de despesas que fizemos internamente, pudemos, enfim, reunir recursos para a revitalização do museu. Tudo vai correr por conta da Fundação Cultural, com recursos de orçamento próprio e sem ajuda de emenda parlamentar.

Mesmo que estivesse tudo certo, nem poderíamos começar a obra agora neste período chuvoso. Como faríamos a troca do telhado? Como protegeríamos o acervo? Então, optamos por concluir os trâmites burocráticos agora, no sentido de realizar a licitação da empresa responsável pela reforma, e assim que cessarem as chuvas, estaremos prontos para dar início aos trabalhos de revitalização do Museu das Comunicações.

Keila Barbosa

Presidente da Fundação Cultural



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