IMAGEM REGISTRADA NA TERÇA-FEIRA, DIA 27, MOSTRA QUEIMADAS EM SANTO ANTÔNIO DO MATUPI, NO SUL DO AMAZONAS. — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

A fumaça das queimadas impacta na saúde da população a ponto de causar danos no DNA e morte das células dos pulmões. A conclusão é de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicado na revista científica Nature, em 2017.

De acordo com a pesquisa, mais de 10 milhões de pessoas estão diretamente expostas a altos níveis de poluentes devido aos desmatamento e incêndios na Amazônia.

O estudo diz que a exposição das células pulmonares humanas a partículas menores que 10 µm (ou dez micrômetros, que equivale a 10 milionésimos de metro), que são emitidas durante as queimadas, aumentou significativamente o nível de espécies reativas de oxigênio, citocinas inflamatórias, autofagia e danos ao DNA.

Além disso, se a exposição for continuada, aumentam-se as chances de apoptose e necrose, ou seja, a morte das células. “A fumaça é composta por hidrocarbonetos aromáticos que são cancerígenos, no entanto recentemente encontramos um poluente carcinogênico proveniente da queimada diferente dos hidrocarbonetos que conhecíamos, que é chamado de reteno”, afirma Sandra.

Apesar do registro da presença da substância na fumaça, ainda não há nenhum caso confirmado de câncer associado ao reteno. A pesquisa foi feita em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e as universidades federais do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte.



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