O ministério da Justiça e Segurança Pública vai coordenar o envio de membros da Força Nacional para Rondônia nos próximos dias com o objetivo de atuar nos crimes e invasões que estão acontecendo em fazendas. A informação foi confirmada pelo governador do estado, Marcos Rocha nesta sexta-feira (30).

Segundo a secretaria estadual de segurança pública do estado, 95 propriedades rurais já foram invadidas e 69 processos de reintegração de posse estão parados por causa da pandemia. “A Força Nacional fará a contenção, fará o perímetro e a  segurança, a nossa tropa vai fazer a execução das reintegrações”, explicou o coronel Alexandre Almeida, Comandante-Geral da Polícia Militar de Rondônia

A confirmação veio após reunião realizada nesta quinta-feira, 29, entre o governador e o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. O uso da Força Nacional já havia sido discutido na quarta-feira com o ministro da Justiça, Anderson Torres.

“Eu e o Ministro da Justiça estivemos juntos, conversamos bastante, fizemos contato e já alinhamos as ações que vamos adotar. Junto com o comandante-geral, com o secretário de segurança do estado de Rondônia para que nós pudéssemos, então, trazer ao presidente aquilo que a gente optou, como nós vamos agir. Então sim, a Força Nacional estará em breve conosco fazendo a proteção da nossa população e dos nossos produtores”, disse o governador.

O canal Rural Notícias desta quarta-feira, 28, mostrou imagens da fazenda Santa Carmem, próxima a porto velho, que foi invadida no dia 21 de abril por cerca de 40 homens fortemente armados. Eles torturaram funcionários e depredaram toda a propriedade. Segundo o dono da fazenda, o prejuízo foi de mais de R$ 2 milhões.


Já na propriedade Nossa Senhora Aparecida, em Chupinguaia, o produtor que está lá desde 1991, relata que houve muita destruição e invasão desde agosto do ano passado. A propriedade permanece invadida.

“É uma coisa inexplicável. Só quem vive sabe o que tá acontecendo. Você está produzindo, plantando e colhendo, fazendo de tudo para melhorar o país e, de repente, do dia pra noite um bando de gente entra na propriedade, acaba com tudo ,queima a casa, o curral, o maquinário. Impede de produzir, cortam as pontes para que não se possa escoar a produção”, relata o proprietário Antônio Afonso, que diz que a sensação é de impotência: “Estamos à mercê desses bandidos”.



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