Feira livre em Ji-Paraná atende expectativas da prefeitura e de feirantes

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A experiência da feira livre experimental, organizada pela prefeitura de Ji-Paraná  no Segundo Distrito neste domingo (5) foi aprovada por muitos feirantes. A prefeitura decidiu reabrir esta feira livre com cuidados especiais, como a distância entre as barracas de vários metros, o uso de máscaras e luvas por parte dos feirantes e muitas recomendações para a prevenção contra o coronavírus.

A reportagem do Repórter RO percorreu a avenida Brasil e conversou com vários feirantes.  Em boa parte os profissionais estavam de máscaras e usavam luvas. Uma delas foi Terezinha Tonini, de 58 anos, feirante há 25, que estava lá com a sua barraca de roupas infantis e femininas e enfrentou firme o sol que abriu abrasador a partir das 10 horas.

Alguns cidadãos, que preferiam não se identificar, deram sugestões para melhorar a iniciativa da reinauguração da feira. “Acho que precisava ter um carro de som falando que é uma feira diferente, que precisa comprar e logo voltar para casa e não parar para conversar nas barracas”, declaram à reportagem. Eles também disseram pelo fato da feira ser longa a feira seria bom colocar uns bancos com sombra para as pessoas descansarem. Outros disseram que faixas com lembretes importantes para evitar o contágio poderiam ser espalhadas no trajeto e explicando a distância entre as barracas.

Zeni Ferreira, que vende roupas masculinas e femininas, para adultos e crianças, além de bolsas, cobertas e outros itens, feirante há 8 anos, chegou às 5 horas e ficou até por volta de 11h30. Ela disse que vendeu bem, mas poderia ter mais movimento na feira. “Acho que na semana que vem vai melhorar”, arrematou.

Marilde Ferreira, feirante há 24 anos, vendeu tudo o que trouxe, ou seja, alface, rúcula, couve, cheiro verde, almeirão e muitas outras verduras. No meio da manhã ela, que chegou às 4h30, até precisou buscar mais no sítio para repor o estoque na barraca por volta de 8h30. Ela ficou satisfeita, mas tem uma observação: as barracas ficaram muito distantes e aí a feira ficou muito comprida. As pessoas precisaram caminhar muito, o que desanimou muita gente, segundo ela.


Robson e Rosineide vieram de Nova Colina, com a sua barraca de frutas e também conseguiram vender quase tudo. “As pessoas não estavam acreditando muito que ia ter essa feira. Muita gente, por isso, não colheu porque ficaram na dúvida”, expressou o feirante.

No trailler de pasteis e outros salgados o movimento foi bastante satisfatório, segundo a funcionária Naiara e a proprietária Fernanda. Elas venderam mais de 200 pasteis, umas 60 coxinhas e cerca de 20 kibes e, ainda consumiram um 1,5 saco de laranjas fazendo algo em torno de 50 copos de 500 ml de suco. Seguindo as normas sanitárias, eles pediam que os clientes não consumissem ali no local, mas que levassem para casa.

A seguir, entrevista em pod cast com a feirante Marilde Ferreira:

 

 



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