Polícia Civil de Rondônia montou uma força tarefa para identificar empresários e fazendeiros do estado que montaram um “consórcio do crime”. Segundo investigação, o grupo tomava decisões sobre divisão de custos e negócios para assassinar moradores da região.

Um dos alvos do grupo era o advogado Marcos Vilela, de Porto Velho, conforme revelou uma reportagem do Fantástico, veiculada no último domingo (3). 

Reveja a matéria neste link:

http://g1.globo.com/fantastico/edicoes/2018/06/03.html#!v/6783509

Leia também o texto da reportagem do Fantástico, da Rede Globo, veiculada no último domingo (3) sobre o ‘consórcio do crime’ instalado em Rondônia:


Um grupo de empresários que se reúne regularmente para tomar decisões sobre divisão de custos e negócios, mas o negócio deles é a morte. Aconteceu em Porto Velho, Rondônia, em maio passado. Era um dia normal na vida do advogado Marcos Vilela, até que dois homens entraram pela porta; um deles tinha um recado.

O ADVOGADO MARCOS VILELA, DE PORTO VELHO

“Não lembrava dessa pessoa. E ele foi conversando comigo dizendo que dois anos atrás eu teria feito uma revogação de prisão dele. Que ele estava aqui pra me pagar, inclusive. Eu falei: ‘Mas, como? Primeiro cara que some, com dois anos vem pagar’, brinquei com ele. Ele disse não, quero te pagar de outra forma. Eu falei: ‘Como? Não to entendendo’”, conta Vilela.

Para explicar, o homem apresenta uma gravação telefônica:

– O valor que tá sendo oferecido é 70 conto. Eu já te dei 15 mil, te devo 55 mil pelo serviço.
– Como é que eu faço pra te passar esse dinheiro pra você?
– Transfere numa conta.

Parece uma negociação normal entre um empresário e um prestador de serviços qualquer, mas o homem foi contratado para matar o advogado Marcos Vilela.

Gravação:
– Se trata do Vilela.
– Ele é lixo. Lixo, lixo, lixo, lixo.

O pistoleiro, Valdevino da Silva, apelido Cowboy, parece aceitar o serviço.

Gravação:
– É fácil, aí é fácil. Não é muito difícil, não.

– Você sabe o que é quatro homem bruto com duas moto [sic]?
– Certo.
– Encosta um do lado, um do outro, quando descer não tem nem como. É parar, já foi.
– O meu trabalho não deixa pista.

Mas, dias depois, ele procura pessoalmente o alvo para avisar da armadilha e com uma proposta. 



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