Faca usada por Adélio para atacar Bolsonaro vai para museu em Brasília

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A faca usada no ataque ao presidente Jair Bolsonaro, durante a campanha de 2018, será transferida para o Museu Criminal da Polícia Federal (PF), em Brasília, após decisão da Justiça. O juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora (MG), atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da PF, considerando haver “relevante valor histórico” na arma.
A lâmina de 30cm enfiada na barriga do presidente por Adélio Bispo de Oliveira estava há quase um ano em posse da Polícia Federal. Para o magistrado, a peça representa a violência sofrida por Bolsonaro e, sobretudo, “simboliza, a partir de uma ótica mais ampla, a agressão cometida contra o próprio regime representativo e democrático de direito”.
Bruno Savino diz que o interesse na conservação do objeto “preserva a história política recente do país”. A peça foi usada como prova no processo que concluiu ser Adélio o culpado pelo crime. O interesse em armazenar a faca foi informado à Justiça pela diretoria da Academia Nacional de Polícia, núcleo de formação da PF, com a justificativa de que a arma foi periciada pela corporação durante as diligências sobre o atentado.
Além da faca, serão repassadas à PF as hastes usadas na perícia que deu argumentos à investigação. O material será entregue ao delegado responsável pelo caso, Rodrigo Morais, que deverá encaminhar ao museu. Por causa da facada, Jair Bolsonaro precisou ser operado quatro vezes. A última delas, no último domingo (8/9), o que afasta o presidente das atividades oficiais até quinta-feira (12/9).
Adélio Bispo está preso desde o crime no presídio federal de Campo Grande (MS). Ele foi declarado imputável (ou seja, incapaz de responder pelas próprias atitudes) por ter insanidade mental. Assim, recebeu da Justiça a chamada absolvição imprópria — quando o réu é culpado, mas não pode ser punido. Adélio está recusando tratamento psiquiátrico.


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