EXCLUSIVO – Dilciney Silva, da Mix FM, relata a dura experiência de ser internado com Covid-19

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O radialista e diretor da Mix FM em Ji-Paraná, Dilciney Silva, de 42 anos, pai do Daniel, nascido há apenas 3 meses, agora está fora de perigo e em recuperação em sua casa, sob os cuidados da esposa Suzane. Mas, o seu Natal e o final de ano não foram dos melhores. No último dia 17 de dezembro ele foi internado no Hospital Municipal Claudionor Roriz com febre, dor de cabeça e febre e já com 25% dos pulmões comprometidos.

Diagnosticado com Covid-19 o seu quadro piorou em poucos dias o que exigiria internação imediata em uma UTI. Não havia vaga naquele momento em Ji-Paraná e, por pouco, ele não foi levado às pressas para Porto Velho. Porém, um leito foi liberado no HM e lá ele permaneceu por oito dias.

Neste domingo (3), já em sua residência, convalescente e ainda assustado com a rapidez dos acontecimentos, ele concedeu esta entrevista pela internet ao repórter Marcos Lock, para contar um pouco do drama que esta doença impinge às suas vítimas e também aos familiares:

Como você está se sentindo neste momento, passado o susto? Desde quando está em seu lar e como segue a sua recuperação?

Depois do susto agora estou em casa e a recuperação é bem lenta. O que mais ainda estou sentindo neste momento é tontura, falta de ar e algumas dores pelo corpo.


Durante os seus oito dias de UTI qual foi o momento mais difícil? O que passava na sua cabeça durante este período?

FOTO DO DIA DA INTERNAÇÃO NO HOSPITAL MUNICIPAL

Eu dei entrada na UTI no sábado (19) e logo na terça-feira (22) foi o momento mais crítico, quando a doença já havia tomado mais de 50% dos pulmões. Então, a equipe médica entendeu que o meu quadro clínico era de fato grave. Os remédios não estavam fazendo efeito. Isso tudo me deixou muito ansioso. Neste momento, achei que seria o fim para mim.

Que sintomas você sentiu e o que o fez suspeitar da Covid-19?

Meus principais sintomas foram febre, dor de cabeça e tosse. A minha respiração estava fraca e, por isso, todo o tempo eu tinha que usar o cilindro de oxigênio porque a Covid-19 chegou a comprometer metade dos meus pulmões.

Você teve dificuldade para achar vaga na UTI?

Na sexta-feira (18) os médicos já haviam constatado que meu caso era urgente e, portanto, eu tinha de ser internado logo. Mas, eu tinha que esperar aparecer uma vaga de UTI. Havia uma possibilidade de eu ser removido para Porto Velho, mas graças a Deus  no dia seguinte apareceu um leito no HM de ji Paraná.

Tem alguma ideia de como você se contaminou?

É muito difícil saber de quem eu contraí a doença. E olha que quando estava em contato com as pessoas eu tomava meus cuidados e mantinha o distanciamento. Então, de repente, comecei a sentir febre e apareceu uma tosse que me tirava o ar, eu suava gelado. Tudo isso não me deixava dormir.

Você tomou algum medicamento para os sintomas iniciais e antes da internação?

No sábado, dia 12, fui até o Hospital Municipal e passei por uma consulta, peguei o protocolo e já comecei a tomar imediatamente o coquetel de medicamentos.

Em casa agora, você está tomando que cuidados na quarentena que está cumprindo? Tem previsão de alta e de voltar à vida normal?

Ainda estou tomando outra medicação em casa por duas semanas. Os médicos pediram para que eu fique de repouso por 30 dias depois da alta do hospital, ou seja, vou ficar por aqui neste mês de janeiro inteiro.

O que significou esta experiência e o que você, então, recomenda para as pessoas de modo geral?

A Covid-19 pode até parecer uma gripe leve para pessoas extremamente ativas, saudáveis, mas para pessoas que tenham problemas de pulmão, que estão fora de peso recomendável, ou que tenham algum problema que possa se agravar rapidamente, para essas pessoas eu recomendo: tem que ter um cuidado redobrado. Os cuidados necessários todos já sabem.  O que tem que fazer é levar a sério. É preciso mesmo cumprir o distanciamento, usar máscara o tempo todo, lavar as mãos com álcool em gel e evitar aglomerações. Parece algo bobo, mas não é. E tem um detalhe importante: depois do tratamento da Covid19 ainda tem as sequelas que esta doença pode deixar. Também devemos pensar nisso. Quero ressaltar a atenção de todos os profissionais, desde quando cheguei no hospital, à equipe do Pronto-Socorro, da enfermaria e da UTI, enfim, todo o atendimento e cuidado que tiveram comigo. Um grande obrigado a todos os profissionais que estavam lá, em cada plantão. Agradeço, é claro, primeiramente a Deus, que me deu uma nova chance e, em seguida a todos profissionais que também correm risco de contrair a Covid-19, mas estão lá, firmes e fortes e dando o melhor de si.

Do hospital Dilciney gravou um vídeo que foi veiculado por Edivaldo Gomes, em seu programa, na TV Allamanda/SBT de Ji-Paraná:



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