Amanhã, 5 de maio, comemora-se o o Dia Nacional das Comunicações uma ocasião para se lembrar de Cândido Mariano da Silva, nascido há 153 anos, nesta data, em Campos de Mimoso, Mato Grosso.

Rondônia é o único estado brasileiro que homenageia esse personagem da história.

No centro da Praça Rondon, em Porto Velho, o historiador Marco Teixeira, da Universidade Federal de Rondônia (Unir) reflete: “Mesmo um pouco esquecido, o Marechal Rondon tem sua importância como desbravador e também porque  porque coletou uma variedade de folhas, minerais e animais desta parte da Amazônia”, diz.

O HISTORIADOR MARCO TEIXEIRA, DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA (UNIR)

Caminhando pelo antigo palco de encontros familiares, cultos, celebrações e comemorações diversas, o professor Teixeira propõe o resgate do acervo rondoniano e a confecção de réplicas. “A maioria das peças levadas de Rondônia está eternizada nos Museus Nacional, do Índio, na Biblioteca Nacional e no Exército, no Rio de Janeiro, e no Instituto Histórico de Mato Grosso”, justifica.

O busto do marechal, no meio do chafariz, tem algum significado para Porto Velho e Rondônia. “Vive, porém, ultrajado, desprezado; ainda bem que as garis limpam a sujeira no entorno”, afirma.


Mas o Estado, de acordo com o historiador também deve ser constituído por monumentos para que as pessoas tenham referência de sua história e de seus heróis. Ele dia que estátuas não devem engrandecer governantes, mas servir de orgulho para o povo.

O próprio etnólogo e escritor Roquette Pinto merece uma, sugere. “No seu livro com o mesmo nome, esse homem anunciou Rondônia, 40 anos antes do território, porque aqui esteve estudando populações indígenas, linguística e botânica muito antes das primeiras migrações”.

Marco Teixeira mencionou exemplos de locais para sua exposição em prédios devidamente recuperados: o antigo Porto Velho Hotel, Palácio das Secretarias e hoje sede administrativa da Unir; Prédio do Relógio [antiga sede da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Fórum da Comarca e Banco do Estado], Catedral do Sagrado Coração de Jesus, Palácio Presidente Vargas [hoje Museu da Memória], Colégio Dom Bosco, estação ferroviária e armazéns-padrão.



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