A área da saúde de Espigão Do Oeste enfrenta por mais um ano o problema da infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde de Rondônia até a primeira semana de setembro, a cidade já tinha registrado 15 casos suspeitos de dengue e um de chikungunya. 

A recepcionista Sandra Brito, de 34 anos, conta que teve zika em 2016. Moradora do centro da cidade, ela relata o que sentiu quando foi diagnosticada com a doença. “Tive febre, irritação na pele, dor nas juntas. Isso durou cerca de uns 10 dias. O que prejudica são os terrenos baldios. Muitas pessoas, por falta de consciência, acabam jogando lixo e acabam descuidando”, conta. 

Os números de casos prováveis das três doenças aumentaram em Rondônia neste ano, em comparação com 2018. De janeiro até agosto, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, foram registrados 575 casos de dengue, 100 de chikungunya e 46 de zika, representando aumentos de 37%, 81% e 119%, respectivamente.

O médico sanitarista, da Fiocruz, Cláudio Maierovitch, dá dicas para prevenir criadouros do mosquito.

“A principal prevenção se refere à transmissão. A primeira coisa é quanto à eliminação dos criadouros dos mosquitos. Então qualquer objeto, qualquer coisa que possa acumular água parada, especialmente água limpa, mas não só água limpa, dentro dos quintais, dentro de casa, mesmo em apartamento, em locais de trabalho, pode se transformar em um criadouro para o mosquito Aedes aegypti”, informa o especialista.



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