A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Júlio Guerra, no bairro Nova Brasília, Segundo Distrito de Ji-Paraná, foi militarizada e teve o novo diretor oficializado na manhã desta terça-feira (4). A partir deste mês, a instituição passa a se chamar Escola Militarizada Tiradentes Unidade 4. As demais de Rondônia que seguirão o mesmo modelo estão situadas em Vilhena e em Ariquemes.

De acordo com o novo diretor, tenente Paulo Lima, o objetivo é fazer o diferente e a principal mudança é na disciplina dos alunos. “Eles deixarão antigos hábitos e aprenderão novos. Será outra rotina diferenciada“, anuncia.

Para que a militarização aconteça, os diretores são exonerados e as escolas passam a ser geridas por diretores militares. Porém, o quadro de funcionários e professores permanece o mesmo.

NOVA DIREÇÃO DA ESCOLA FOI EMPOSSADA NESTA TERÇA-FEIRA, 4 (Foto: Pâmela Fernandes/G1)

Para a representante do Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Rosângela Maru, a parceria entre educação e militares é necessária mas só é possível se as famílias também ajudarem neste processo. “Esta escola vem contribuir para que tenhamos êxitos. A escola militarizada não tem um varinha de condão que vai fazer mágica. Precisamos resgatar a disciplina, mas para isso, precisamos do apoio dos pais”, declara a coordenadora.

A escola, com cerca de mil alunos e conforme Rosângela e ela foi escolhida pelo alto índice de problemas com indisciplina, incluindo graves ocorrências. Além disso, antes da oficialização do processo, reuniões foram realizadas com alunos e pais para que fosse de comum acordo que a militarização iniciasse no segundo semestre. “Nada foi de surpresa, tudo antes foi conversado em reuniões com pais, alunos e servidores para que o processo começasse agora”, explica a coordenadora.


O comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar (PM), Major João Sena, acredita que esta é uma maneira da Polícia Militar contribuir mais com a sociedade. “A PM tem a missão de proporcionar o policiamento ostensivo. Mas pela carência de limites, respeito e disciplina, ela tem investido em programas sociais. O colégio militarizado é mesma coisa”, reitera.

De acordo com um dos defensores e idealizadores do projeto, o vereador Jhony Paixão, a ação melhorará os índices de aprovação dos alunos em universidades públicas, assim como o modelo existente no Amazonas.



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