O Forte Príncipe da Beira chega a esta idade como uma relíquia de todos os rondonienses. Afora sua importância história, no entanto, não há muito o que comemorar, porque ele está praticamente abandonado pelo poder público. A construção quadrangular erguida em pedra cantaria e inteiramente talhadas pelas mãos de índios e escravos.

Apontada como a maior obra da engenharia militar da Coroa Portuguesa fora da Europa o Forte Príncipe representou a soberania de Portugal no século 18. Mas 241 anos depois a fortaleza sucumbe pela falta de cuidados. Na parte interna as paredes que abrigavam as casas dos militares e outros departamentos sem manutenção estão desabando e podem vir abaixo a qualquer momento. 

“Ao Exército cabe apenas no momento a guarda e a manutenção do patrimônio. Mas como ele é um patrimônio de valor histórico material e imaterial elevado nós precisamos preservá-lo para as futuras gerações”, informou um coronel do Exército Brasileiro, que comandou uma inspeção de equipe de militares ao local para averiguar o deprimente do estado geral do Forte Príncipe da Beira. “Nós vamos discutir com o Exército duas coisas. Primeiro uma política de revitalização. Como a construção é muito antiga e está em situação precária podendo inclusive desabar, isso além da perda patrimonial pode colocar em risco a população e visitantes do local”, declarou o vice-governador Daniel Pereira.

“Infelizmente, não faz parte do rol de prioridades de alguns deputados esta questão da salvaguarda do patrimônio, da cultura e do turismo. São assuntos periféricos dentro da governança. Então é preciso que haja um trabalho a médio prazo de sensibilização e de envolvimento de muitas forças para que a gente possa recuperar este patrimônio”, declarou um parlamentar entrevistado pela reportagem.

Reveja agora a matéria televisiva da Rede TV de Rondônia a este respeito:




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