Os trabalhadores da Companhia de Águas e Esgoto de Rondônia (Caerd), iniciaram greve em todo o estado por tempo indeterminado a partir de hoje, terça-feira (11). A categoria reivindica a não privatização da empresa, a recomposição de perdas do período de abril de 2015 a maio de 2017, o cumprimento das cláusulas de sentenças normativas 2016/2017 e o não atraso constante de salários.

O Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários de Rondônia (Sindur), que congrega os funcionários da Caerd, fez reunião com Confúcio Moura no último dia 12 de abril, após três meses sem receber qualquer retorno por parte da empresa. O governador ficou de estudar a situação, mas até o momento também não deu qualquer tipo de resposta. 

Ouça a entrevista exclusiva do diretor do Sindur, Irineu Cardoso:

 

A reportagem do Repórter RO esteve na manhã de hoje (11) na sede da companhia, em Ji-Paraná, e conversou com os funcionários e um diretor do Sindur, que já estão acampados por tempo indeterminado na calçada, do lado de fora do pátio. Dos 59 funcionários da Caerd de Ji-Paraná, 23 cruzaram os braços, com exceção dos 10 que prestam serviços essenciais atendendo os dois distritos da cidade.


Quem coordena as ações do movimento em Ji-Paraná é Irineu Cardoso, secretário de Saneamento do Sindicato dos Urbanitários. Ele informou que a população pode ficar tranquila porque, por conta da equipe dos serviços essenciais, não há o menor perigo de faltar água na cidade.

“Há quatro meses a Caerd não paga em dia. Tem funcionário que não recebeu o pagamento de maio ainda”, informou o diretor. Segundo Irineu, foi feita ontem (10) uma reunião da executiva do Sindicato com o senador Valdir Raup, em Porto Velho, no sentido de solicitar a interferência do político nesta situação.

 A precarização do serviço da empresa e o risco de privatização são as grandes preocupação da categoria. “A água não pode ser tratada como mercadoria, como está sendo feito em Pimenta Bueno, Ariquemes e Rolim de Moura, onde o serviço de abastecimento foi privatizado. Os funcionários de rua precisam, muitas vezes, comprar peças de reposição do próprio bolso para fazer o trabalho de manutenção nas casas”, acusa o diretor.

O Sindur está indignado com o não cumprimento das sentenças normativas que a Justiça já expediu e ordenou o imediato cumprimento, entre elas a incorporação de 7% da inflação do 2015 a 2017 e a anulação da medida contratual que permitiu a contratação de 130 comissionados que, de acordo com Irineu Cardoso, recebem salários de até R$ 38 mil.

“Esses contratados custam para a empresa algo em torno de R$ 1.400.000,00 por mês. Há duas semanas o pleno do Tribunal Regional do Trabalho julgou inconstitucional a contratação desses comissionados, os CAS, mas a empresa mais uma vez não acatou a Justiça”, reiterou o diretor do Sindur.

A greve, que começou hoje (11) é por tempo indeterminado e se estende por todas as unidades da Caerd do estado de Rondônia.

 



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