Em coletiva, PSL fala sobre quem pode coordenar campanha de Bolsonaro em RO

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O Partido Social Liberal (PSL) convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (12) para falar sobre a coordenação de campanha do candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, em Rondônia. Os representantes também garantiram que, apesar de receber apoio, não fecharam acordo com outras legendas para a corrida eleitoral do 2º turno no Estado.

“Eu, candidato a senador da República não eleito, Jaime Bagatolli, o deputado federal (eleito) coronel Chrisóstomo, o deputado estadual (eleito) Eydhi Brasil, nós vamos ser os coordenadores da campanha do presidente da República Jair Messias Bolsonaro e também do nosso governador, coronel Marcos Rocha”, disse ex-candidato ao Senado.

Recentemente, o senador eleito Marcos Rogério (DEM) disse que seria um dos coordenadores da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro em Rondônia, o que foi negado durante a coletiva. “Marcos Rogério não é do PSL. Quem fala pelo nosso candidato é o PSL. Portanto, nenhuma outra autoridade, pode até falar, mas não tem validade para os nossos candidatos e nem para o PSL. Nós estamos assumindo a coordenação e se ele fala que é coordenador é mentira”, disse o secretário-geral do PSL, João Cipriano.

“Ele está querendo fazer um aproveitamento para tentar criar dividendos políticos para o candidato dele. Toda e qualquer manifestação é bem-vinda, não vamos criar guerra por isso. Jamais o nosso candidato ia falar que isso, que a coordenação seria feita pelo adversário”, completou coronel Chrisóstomo.

O secretário geral do partido em Rondônia explicou que a coordenação geral é “patenteada aos nossos líderes maiores que foram eleitos. Respeitando as lideranças de outros partidos, são bem-vindos, mas eles não estão autorizados a falar que são coordenadores, eles podem ser apoiadores, porque a coordenação é por conta dos nossos líderes”.

Os políticos ainda confirmaram terem acionado a Justiça para impedir que o candidato tucano, Expedito Júnior, que declarou apoio a Bolsonaro, use o imagem do PSL em sua campanha. “A ação é para que o uso da imagem do PSL não seja vinculado a campanha do Expedito Júnior. Ele pode pedir voto para o nosso presidenciável, mas tentar induzir o eleitor rondoniense de que ele é candidato do PSL isso configura no mínimo um desrespeito eleitoral, porque nós temos um candidato do nosso”, disse o coordenador de campanha, Elias Rezende.

No mesmo sentido, os políticos negaram ainda que haja interferência de outros partidos na campanha em Rondônia, para o governável Marcos Rocha. Questionados por jornalistas sobre a influência do ex-governador Confúcio Moura, os políticos negaram qualquer interferência. “O PSL não fechou acordos e alianças políticas com ninguém. Não temos nenhuma tratativa com partidos políticos ou candidatos eleitos. Nossa força é Deus e depois o povo que nos colocou no segundo turno. O Marcos Rocha é homem ficha limpa e nós estamos sendo atacados com uma mentira. Estão colocando secretários para o Governo do Marcos Rocha, pessoas que sequer conversaram conosco, estão fazendo montagens com fotos”, disse o coordenador de campanha. 

 

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