Segundo dados registrados pela Polícia Civil, de 2015 a 2018, 398 homens e mulheres tiraram a própria vida em Rondônia. São dados alarmantes de mortes que poderiam ser evitadas porque é possível preveni-las, aponta a psicóloga Francléia Silva.

Contudo, somente nos dois primeiros meses de 2019, 25 pessoas cometeram suicídio no estado, sendo 18 homens e sete mulheres. Ainda de acordo com a estatística da Polícia Civil, dos 52 municípios, em pelo menos 45 houve registro de suicídio nos últimos quatro anos. 

Para a coordenadora do curso de psicologia da faculdade Uniron, Francléia Silva, a família pode ajudar a identificar os possíveis casos de suicídio dentro de casa ou até mesmo fora do ambiente familiar. “É importante que nós possamos reaprender a olharmos um para o outro dentro da própria família, no círculo de amigos ou trabalho. Assim, fica mais fácil observar aquela pessoa, o comportamento diferente onde muitos ficam entristecidos, pelos cantos, quietos e com um comportamento diferente daquele que as pessoas estão acostumadas ver”, disse a psicóloga. 

TER PREOCUPAÇÃO COM AS crianças e com as pessoas de dentro de casa é muito importante, já que muitas vezes a pessoa com depressão apresenta sinais. “Olhar e escutar a pessoa que está em seu convívio, que apresenta sinais de depressão pode prevenir o suicídio. É preciso se conhecer melhor e em muitos momentos da nossa vida a gente necessita sim de ajuda e temos que reconhecer isso”, enfatizou a psicóloga. 

Alguns sinais podem ser notados quando uma pessoa está passando por problemas e precisa de ajuda. “Ela começa ficar mais agressiva, mais entristecida, começa reclamar de tudo, sempre com está raiva dentre outros sinais que a família pode notar. Importante observar o nível de auto estima, como a pessoa se sente consigo mesma e como sente em relação ao outro”, explicou Francléia Silva. 


Procurar ajuda psicológica logo no início facilita ainda mais na recuperação do paciente, segundo a psicóloga. No caso de crianças, os pais precisam ficar atentos aos sinais e não desacreditar quando o filho pedir ajuda. “Quando a gente identifica essas situações é muito mais fácil acompanharmos e tratarmos o paciente. Nós sempre pedimos às pessoas que tenham mais atenção em casa, ouçam mais e olhem as reclamações do filho, mãe, pai, irmão, marido ou até mesmo o amigo. Quanto mais cedo o tratamento, maior é a chance de cura”, alertou a psicólga. 



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