ELIZETE RAMOS ESCREVE — Reflexões sobre o primeiro ano da pandemia

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O dia 25 de fevereiro é uma data para ser lembrada, infelizmente, não por um bom motivo. Nesta data, em 2020, registramos o primeiro caso de Covid-19 no território brasileiro, o paciente número um, da COVID-19 no país era um homem, de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que acabara de chegar da Itália, onde contraiu a infecção. Em menos de 30 dias após a primeira notificação da doença respiratória no Brasil, o mundo deu uma guinada de 180°.

O primeiro caso confirmado do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil completa hoje, um ano. E justamente hoje, o país é o terceiro no mundo com maior número de pessoas com diagnóstico positivo para a doença, ficando atrás dos Estados Unidos e da Índia. Em um ano de pandemia, o coronavírus matou 250 mil pessoas no Brasil. A infeliz marca foi atingida nesta quarta-feira (24/2/2021), num momento em que o país superou a marca de 10 milhões de casos.

Apesar do início da vacinação há mais ou menos um mês e de termos em média 5 milhões de pessoas imunizadas, a pandemia da Covid-19 ainda se encontra descontrolada em muitas regiões do país. Em meio ao caos da pandemia, devemos reverenciar os cientistas do mundo inteiro que se uniram e em tempo recorde, desenvolveram múltiplas vacinas para combater este mal. Conseguiram identificar uma nova doença e em menos de doze meses, criaram vacinas para ela. E acredito, que a vacinação em massa na população brasileira é uma “luz no fim do túnel”, a esperança renascendo no olhar do todo.

Pelo que tudo indica, precisaremos conviver com o vírus por um tempo e, sobretudo após o surgimento de novas mutações do vírus, é possível que a Covid-19 se torne uma doença endêmica no Brasil. Isso significa que, mesmo após o fim da pandemia, ela não desaparecerá, tornando-se mais uma das doenças com as quais carecemos lidar, como a gripe, por exemplo.

Quem chegou até aqui atravessou o primeiro ano da maior epidemia do nosso tempo, e isso é motivo de celebração. O homem nunca deixou de comemorar, do primórdio aos dias atuais, tudo é comemorado, as caças, as disputas e as conquistas. Historicamente, até a pós guerra também teve a tradição de comemoração. Então, nesse primeiro aniversário da pandemia, podemos sim comemorar, você está VIVO, respirando, você é um VENCEDOR.  Vida longa e saúde!


ELIZETE RAMOS, Mestre em Letras, [email protected], (69) 9 9315-1829



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