POR WALDIR COSTA

A maioria dos principais partidos, que está na linha de frente na política de Rondônia, já teria ao menos dois nomes em condições de disputar a sucessão estadual nas eleições gerais de outubro do próximo ano. Cinco das dez principais siglas partidárias no Estado preparam os candidatos e as demais contam com apenas um nome, outras, como o PDT e PRTB, ainda, sem definir alguém para disputar o governo do Estado.  

O MDB tem dois nomes com plenas condições de sucesso nas eleições ao governo. O senador e ex-governador Confúcio Moura, que governou o Estado em dois mandatos seguidos encabeça a lista emedebista. Experiente, visionário, bem organizado politicamente, Confúcio é adversário difícil de ser superado.  

O ex-presidente da Assembleia (Ale), Maurão de Carvalho não pode –e não deve– ser ignorado numa lista de prováveis nomes a concorrer à sucessão estadual em 2022. Nas eleições a governador em 2018, mesmo sendo um recém-chegado ao MDB concorreu ao governo do Estado e, por diferença de 10.001 votos não chegou ao segundo turno. Maurão é um dos mais experientes políticos de Rondônia e com ramificações em todo o Estado.  

Reeleito prefeito de Porto Velho nas eleições de novembro de 2020, Hildon Chaves é o principal nome dos tucanos para concorrer a governador. Com trabalho destacado no comando da prefeitura da capital, por isso não teve muitas dificuldades para conseguir um novo mandato, Hildon é o destaque do partido e de potencial eleitoral significativo, para que os tucanos assumam o comando político do Estado a partir de 2023.  


O ex-senador Expedito Júnior, seguramente a maior expressão política do PSDB no Estado, mesmo estando há anos sem mandato, também é uma opção do partido para o cargo de governador. Em outras oportunidades Júnior foi candidato a governador, como em 2018, quando venceu o primeiro turno, mas no segundo foi derrotado por Marcos Rocha, que estava filiado ao PSL, partido que também elege o presidente da República, Jair Bolsonaro. Júnior também poderá concorrer ao Senado.  

Partido presidido no Estado pela deputada federal Jaqueline Cassol, o PP espera pela possibilidade de o seu político de maior expressão, o ex-governador Ivo Cassol, cargo que ocupou em dois mandatos seguidos, que está inelegível, mas é grande a expectativa para que esteja elegível até as convenções partidárias do próximo ano. No caso de viabilizar sua candidatura a governador, Jaqueline abrirá mão da reeleição à Câmara Federal para concorrer a única das três vagas, que estará na disputa em 2022.  

Após o impeachment de a presidente da República Dilma Rousseff em agosto de 2016, o PT vem se reorganizando, inclusive em Rondônia. Perdeu nomes de peso político, como o ex-prefeito de Porto Velho (dois mandatos seguidos) Roberto Sobrinho, que deixou o partido e o deputado estadual Lazinho da Fetagro, de Jaru, que está deixando a sigla, mas conta com nomes novos, como o de Ramon Cujuí, que concorreu à prefeito de Porto Velho em 2020. Cujuí é um nome emergente para disputar o governo do Estado. Provavelmente se elegeria deputado estadual sem muitas dificuldades, mas a governador a tarefa é das mais difíceis.  

O ex-deputado federal Anselmo de Jesus, que preside o partido no Estado está sendo apontado como provável candidato ao governo. Para o partido seria bom, pois sua candidatura, mesmo sendo difícil de ser vitoriosa, devido a uma série de circunstâncias, mas não impossível, ajudaria muito uma eleição de Cujuí a estadual e da ex-senadora Fátima Cleide, que está voltando ao partido a conseguir uma das oito vagas na Câmara Federal.  

Ainda especulando os partidos, que teriam no mínimo dois nomes em condições de concorrer ao governo de Rondônia no próximo ano, temos o PSB, presidido no Estado pelo deputado federal Mauro Nazif. Ele já foi prefeito de Porto Velho, passou pela Assembleia Legislativa e tem um histórico político considerável. Nazif tem suporte político para disputar a sucessão estadual.  

Mas o PSB também tem outro nome em condições de sucesso na disputa pelo governo do Estado. O ex-deputado estadual, prefeito de Ji-Paraná em dois mandatos seguidos e candidato ao Senado em 2018 com mais de 195 mil votos, Jesualdo Pires, não seria uma aposta, mas a segurança de candidatura com ótima estrutura no interior. Uma composição com um vice da capital colocaria o PSB com amplas condições de ser vitorioso nas eleições a governador.  

Temos outros partidos de potencial político significativo no Estado com candidatos de significativa força eleitoral. O DEM, por exemplo, presidido pelo senador Marcos Rogério, que já foi vereador em Ji-Paraná, deputado federal e eleito para o atual cargo com a maior votação do Estado em 2018 com 324.939 é um deles. O deputado federal Léo Moraes, que preside o Podemos em Rondônia, o ex-governador Daniel Pereira, presidente regional do Solidariedade e o atual governador, Marcos Rocha, hoje sem partido, mas que deverá retornar ao PSL, comandado no Estado pelo suplente de deputado federal e secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani também estão na lista de prováveis candidatos, todos considerados “bons de votos”.  



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