Efeito Bolsonaro pode eleger até 11 governadores pelo Brasil

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Se as pesquisas de intenção de voto se confirmarem, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) pode ajudar a eleger hoje até 11 governadores alinhados a seu discurso. Levantamento feito com base nas mais recentes sondagens divulgadas pelo Ibope mostra que das 14 unidades da federação onde a disputa se estendeu ao segundo turno apenas em três os candidatos que lideram não receberam apoio ou declararam voto no deputado. 

Diferentemente do esperado pelo próprio PSL, o partido deve sair vitorioso em três disputas: Santa Catarina, Roraima e Rondônia, onde o coronel Marcos Rocha, candidato da sigla, tem 26 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o tucano Expedito Júnior. A maior vantagem registrada por um apoiador de Bolsonaro, no entanto, se dá no Distrito Federal. Lá, Ibaneis Rocha (MDB)  alcançou 75% da preferência.

Em alguns casos, o apoio ao presidenciável foi essencial para que se chegasse ao segundo turno. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Romeu Zena (Novo), que hoje lidera as pesquisas para o governo de Minas Gerais. O candidato chegou a pedir votos para Bolsonaro quando seu correligionário João Amoêdo ainda participava da disputa presidencial – ele ficou em quinto lugar, somando 2,5% dos votos válidos.

Já o candidato tucano ao governo do Rio Grande do Sul Eduardo Leite, resistiu mais à onda Bolsonaro. Só declarou voto no deputado após o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, sair da disputa ao Planalto e ainda hoje diz que esse apoio não é “incondicional”.

No Rio e em São Paulo, a eleição ainda está aberta, mas em ambos os casos os líderes das pesquisas têm priorizado discursos favoráveis a Bolsonaro e contrários ao PT, apesar de o partido não disputar o segundo turno em nenhum dos dois Estados.


Considerado uma espécie de azarão, o ex-juiz Wilson Witzel (PSC) até mudou o “vestuário” no segundo turno: de um lado da camisa usa adesivo com seu nome e número; do outro, estampa a foto e o número do presidenciável do PSL.

Candidato ao governo paulista, João Dória (PSDB) não fica atrás. Abusa de adesivos com o logo “Bolsodoria” para pregar voto no deputado, apesar de a recíproca não ser verdadeira. Procurado pessoalmente pelo tucano no Rio, o presidenciável se negou a gravar com Doria e, assim como no Rio, segue neutro na disputa.



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