Divididos, caminhoneiros dizem que entram em greve a partir desta segunda-feira (1)

Estima-se que até 80% dos profissionais podem aderir à mobilização. em todo o território nacional

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Pelo menos alguns grupos de caminhoneiros devem parar por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (1). A categoria protesta contra o aumento do preço do combustível, pede isenção de impostos nos derivados de petróleo, quer mais fiscalização nas estradas que garanta o cumprimento da lei que estabelece piso mínimo do frete, além de reivindicar a gratuidade nos pedágios entre outros itens.

A decisão sobre a greve foi tomada ainda no dia 15 de dezembro de 2020, em conselho com mais de 40 mil caminhoneiros. Algumas entidades específicas da categoria se disseram contra a paralisação, que pode agravar o colapso no sistema de saúde e dificultar entrega de insumos contra a Covid-19.

Segundo Plínio Dias, presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), a situação atual é pior para a categoria do que o cenário enfrentado em 2018, quando os caminhoneiros fizeram greve que parou o país. Desta vez, o Conselho estima que até 80% dos caminhoneiros poderão aderir à mobilização.

FALA DE MINISTRO PROVOCANTE — Uma mensagem de whatsapp atribuída ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, foi recebida com indignação entre os caminhoneiros, principalmente entre aqueles autônomos. Neste áudio ele aparece dizendo que não vai atender a nenhum item da pauta dos motoristas.

A fala, que inflamou ainda mais o movimento, foi proferida um representante da categoria, que se identifica como vice-presidente da associação de caminhoneiros da cidade gaúcha de Capão da Canoa  (RS).


Na gravação, o ministro diz ainda que os caminhoneiros precisam “desmamar” do governo; que os integrantes da categoria devem pensar como empresários; e que suspeita de motivação política na paralisação, por estar marcada para o mesmo dia da votação da presidência da Câmara dos Deputados.



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