Nesta segunda-feira (20), quando se comemora o  Dia Consciência Negra no Brasil, a questão do racismo ganha protagonismo com fatos envolvendo pessoas famosas. A jornalista Glória Maria resolveu se pronunciar sobre este data por meio de uma publicação em seu perfil oficial no Instagram.

Ela virou alvo de críticas após expressar sua opinião contrária ao Dia da Consciência Negra e decidiu rebater seus desafetos. Em sua resposta ela se referiu a uma publicação de 15 de novembro, em que compartilhou uma imagem do ator Morgan Freeman ao lado da frase: ”O dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo desaparece.’‘ Para justificar a sua opinião, a jornalista ainda emendou: ”O preconceito racial é marca nas nossas vidas! Mas não tenho que mudar minhas ideias por imposição de quem quer que seja!”

WILLIAM WAACK FOI AFASTADO DA BANCADA DO JORNAL DA GLOBO

Outra polêmica atingiu o jornalista William Waack, da Rede Globo. Ele foi flagrado disparando frases racistas durante gravações de uma reportagem que fazia nos Estados Unidos. O fato acabou ganhando proporções internacionais, tornou-se até capa da revista Veja e culminou com o seu afastamento da bancada do jornal da Globo, onde estava há onze anos.

Tudo isso levanta a questão sobre o combate ao racismo e quanto o país avançou, ou regrediu, nesse sentido. O professor de Antropologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Júlio Cesar Tavares, autor do livro Violência e Racismo, lembrou ao Portal Terra que o caso de Waack é uma mostra de que o problema do racismo é estrutural, com uma solução ainda distante. “O racismo não vai acabar, pois ele é instrumentalizado pelo capitalismo. Esse sistema econômico favorece privilégios, ele promove a ascensão de certos grupos em detrimento de outros”.

No entanto, Tavares reconhece que nos últimos anos a conscientização da população em relação à questão negra cresceu. “Há uma conscientização maior não apenas do movimento negro, mas de toda a sociedade. As pessoas lutam cada vez mais pelos seus direitos”, frisou o professor.


“A consciência cresceu. De cinquenta anos para cá, temos a demonstração demográfica de um número cada vez maior de pessoas que se assumem como negros. Se reconhecer como negro é um posicionamento político”, enfatizou o acadêmico, ressaltando que, atualmente, quase 54% da população brasileira se considera negra ou parda.

O Dia Nacional da Consciência Negra foi oficialmente instituído em âmbito nacional mediante a lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data foi escolhida por coincidir com o dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

O dia é feriado em cerca de mil cidades em todo o país e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro por meio de decretos estaduais. Em estados que não aderiram à lei a decisão se haverá feriado é da Câmara de Vereadores de cada município.



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