Desembargador manda soltar Temer; ex-presidente deixará carceragem a qualquer momento

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ATÉ ESTE MOMENTO, TEMER CONTINUA DENTRO DAS INSTALAÇÕES DA PF, NO RIO DE JANEIRO

O desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), determinou a soltura do ex-presidente Michel Temer na tarde desta segunda-feira (25). Ele concedeu habeas corpus ao ex-ministro Wellington Moreira Franco e do policial militar aposentado João Baptista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, além de outros quatro presos na operação. A expectativa é que o emedebista deixe o cárcere ainda nesta segunda-feira.

Além de Temer, veja quem mais foi beneficiado pelo HC:

Moreira Franco, ex-ministro e ex-governador do RJ

João Baptista Lima Filho (coronel Lima)

Maria Rita Fratezi (mulher de Lima)


Carlos Alberto Costa (sócio de Lima na Argeplan)

Carlos Alberto Costa Filho (diretor da Argeplan)

Vanderlei de Natale (dono da Construbase)

Carlos Gallo, administrador da empresa CG Impex

Na última sexta-feira (22), o magistrado optou por não conceder habeas corpus ao ex-presidente Michel Temer , mas por pedir mais explicações para o Marcelo Bretas, responsável pelo pedido de prisão do emedebista. O pedido da defesa seria analisado nesta quarta-feira (27), mas acabou sendo antecipado. 

No despacho, Athié explica que não analisou os pedidos de habeas corpus na última sexta-feira pois seria “injusto” soltar apenas alguns dos acusados e impossível analisar todos os pedidos. O magistrado também diz que Brettas optou por manter sua decisão anterior.

“Não tinha, assim, a menor condição de, naquela tarde, decidir com segurança. A única providência possível e adequada, a meu ver, foi a de instar o Juízo indigitado coator a dizer se mantinha sua decisão, em face das alegações feitas em nome dos pacientes em seus habeas-corpus, das quais deu-se-lhe conhecimento, e também fixar data-limite para resolver os pedidos, mediante a inclusão em pauta dos processos, na sessão de quarta-feira próxima. Anoto que já houve resposta do Eminente Juízo, mantendo suas decisões”, explicou.

O magistrado ainda ressalta não ser contra o combate à corrupção, mas alega que a decisão de prender Temer e os demais acusados ferem os diretos constitucionais.

“Ressalto que não sou contra a chamada ‘Lava-jato’, ao contrário, também quero ver nosso país livre da corrupção que o assola. Todavia, sem observância das garantias constitucionais, asseguradas a todos, inclusive aos que a renegam aos outros, com violação de regras não há legitimidade no combate a essa praga”, escreveu. A defesa do ex-presidente chegou a chamar a prisão do emedebista de “atentado ao Estado Democrático e de Direito.”



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