Delegado dá mais detalhes sobre prisão de procuradora (ouça áudio)

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ELE DISSE QUE INVESTIGAÇÕES COMEÇARAM EM 2016

Cristiano Matos, titular da Delegaica de Homicídios de Ji-Paraná, informou nesta quinta-feira (24), numa entrevista coletiva à Imprensa que, os trabalhos da terceira fase da Operação Assepsia, estão focados agora na Secretaria Municipal de Regularização Fundiária e Habitação da Prefeitura (Semurfh) de Ji-Paraná. Depois de investigações que começaram em 2016 e de mandados de busca e apreensão na secretaria, a polícia expediu dois mandatos de prisão: um contra a titular da Semurph e outro contra seu namorado, João Firmino.

“As provas que coletamos são muito robustas e temos também muitas provas documentais e testemunhais. Os dois acusados estão sendo acusados de associação criminosa, corrupção passiva e formação de quadrilha. Uma das vítimas procurou a delegacia, apresentou prova documental, inclusive vídeo em que mostra operações e pagamentos ilícitos”, declarou o delegado. 

“Nós tivemos informações de vítimas que relataram que eram extorquidas para ter os terrenos regularizados pela Secretaria de Regularização Fundiária aqui de Ji-Paraná e nós identificamos a então secretária, Leni Matias, e seu namorado, como ‘os cabeças’ dentro dessa associação criminosa”, disse o delegado ao site G1.

JUNTO COM O NAMORADO, LENI SERÁ INDICIADA POR ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, CORRUPÇÃO PASSIVA E FORMAÇÃO DE QUADRILHA

Ainda segundo o delegado Cristiano, a prática também se dava na emissão de títulos definitivos de imóveis para os quais este título já havia sido outorgado e recebiam imóveis como pagamento de propina pelo “serviço” prestado. “Muitos desses terrenos já tinham até título, mas ela como secretária montava esse título. O titulo, que normalmente demora seis meses ou um ano para sair, até mais, era feito pela servidora em dois dias”, relata Mattos. Leni utilizava, segundo a polícia, o namorado como “laranja”, para depois transferir os imóveis para o nome dela.

O delegado revelou que um dos envolvidos — que também será processado por corrupção ativa — contou que em um dos casos houve uma fraude envolvendo mais de uma quarteirão do município de Ji-Paraná e que, pelo esquema ilegal, teria sua posse já transferida para o nome de Leni Matias. 


O namorado João Firmino foi preso no começo da tarde e a, exemplo da procuradora geral, ser interrogado e assinar o seu indiciamento no caso. “Vamos dar cumprimento legal ao mandado, encaminhar os acusados ao presídio e mandar também todo o trâmite para o Ministério Público Federal”, completou o delegado Cristiano Mattos.

A polícia vai continuar com as investigações na Semurfh, pois acredita que haja mais envolvidos nas fraudes dentro do órgão.

Outras etapas da Assepsia — Com relação às demais fases da Operação Assepsia, ele informou que todos os acusados foram denunciados e 80% deles estão presos. “Uma importância de R$ 500 mil foi apreendida, depositada numa conta oficial e logo será restituída aos cofres do Sindicato dos Servidores Municipais”, frisou o delegado.

Ouça a seguir a entrevista exclusiva do dr. Cristiano Mattos ao Repórter RO:



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