O resultado mais objetivo da audiência pública da Comissão de Infraestrutura do Senado em Porto Velho nesta sexta-feira ((28), no plenário da Câmara Municipal de Porto Velho, foi a definição de um prazo de seis meses para a apresentação do projeto de restauração, duplicação e concessão da BR-364 e outros seis meses para o início das obras. Com isso, em 12 meses, no segundo trimestre de 2018, as obras de restauração e duplicação dos primeiros trechos estariam em andamento.

Este prazo foi acordado pelo senador Acir Gurgacz (PDT) com os representantes do Ministério dos Transportes, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Entendo que esta meta foi o grande resultado desta audiência e agora vamos acompanhar diariamente os trabalhos do governo para que esta meta seja cumprida, pois este compromisso foi assumido com a população de Rondônia”, disse o senador Acir Gurgacz ao final da audiência.

Movimento intenso — A BR-364 escoa boa parte da produção agrícola do Centro-Oeste e Norte brasileiros. Pela rodovia passam mais de 1,3 mil carretas por dia, que transportam para portos da hidrovia do rio Madeira toda a safra de três três milhões de toneladas de grãos do noroeste de Mato Grosso e de Rondônia e outros produtos que chegam e saem da região, como a carne, o café e a produção mineral.

De acordo com o senador Acir Gurgacz, os terminais portuários do rio Madeira escoam cerca de seis milhões de toneladas de produtos ao ano, sendo que possuem uma capacidade instalada para exportar até 12 milhões de toneladas. “Com a dragagem do rio Madeira, facilitando o escoamento pelas balsas durante o ano inteiro, teremos condições de em pouco tempo exportar a capacidade máxima, mas hoje isso não seria possível justamente por conta da rodovia, que precisa ser duplicada”, avalia o senador.

Menos carretas — Aberta nos anos de 1960, durante o governo de Juscelino Kubitschek, a pista da BR-364 já não suporta a carga atual das carretas, e os constantes recapeamentos representam um desperdício de dinheiro público, visto que as obras, geralmente mal feitas, costumam ser realizadas fora do período da “janela hídrica”, época que tem início a partir de maio, quando chove menos na região. Um trecho recapeado entre os municípios de Pimenta Bueno e Presidente Médici, por exemplo, “não aguentou um ano. A pista foi refeita e continuam os buracos e as valetas”, relatou Gurgacz.


Gurgacz frisou, ainda, que “há muita informação e pouca objetividade” no que diz respeito às obras da BR-364, que ele considera a nova fronteira da exportação brasileira. O senador também afirmou que “não dá para esperar todo o ano de 2017” pelos empreendimentos, sob o risco de chegar 2020 e não haver obras.

“O governo teria economizado dinheiro que já foi pago. Os buracos continuam, não houve duplicação, não houve terceira faixa e os buracos continuam. Temos que ter a obra, ter o benefício para poder pagar pedágio. Como cobrar pedágio sem a duplicação? Tenho certeza que isso não vai funcionar em Rondônia”,  arrematou o parlamentar. 

 



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