O presidente Michel Temer vai se reunir na próxima terça-feira (11) com o interventor de Roraima, o futuro governador Antonio Denarium (PSL), na tentativa de traçar as diretrizes para enfrentar a crise no Estado. O decreto que estabelece a medida será publicado no Diário Oficial da União na segunda-feira, 10, e, a partir daí, o Congresso terá  24 horas para aprová-lo.

O governo federal diz que a intervenção tem o objetivo de “pôr termo ao grave comprometimento da ordem pública” provocado pela greve de agentes penitenciários e da Polícia Militar, além da crise causada pela imigração de venezuelanos. De acordo com o decreto, o interventor terá atribuições de governador e ficará subordinado ao presidente da República.

A decisão do presidente Temer sobre a intervenção foi anunciada na noite desta sexta-feira (7), em reunião com ministros no Palácio da Alvorada.

Agentes penitenciários do estado deixaram de trabalhar e policiais civis deflagraram paralisação de 72 horas em razão de meses de salários atrasados. Os policiais militares, que não podem fazer greve, receberam o apoio de suas esposas, que bloquearam as entrada e saída de batalhões como forma de protesto.

Temer conversou com a governadora de Roraima, Suely Campos, e explicou que a intervenção federal foi a única saída para o problema. O interventor escolhido pelo presidente é o governador eleito do estado, Antônio Denarium (PSL), que, na prática, terá sua posse adiantada.

“Eu falei com a senhora governadora e disse que a única hipótese para solucionar essa questão, especialmente aquela de natureza salarial, seria decretar a intervenção até a posse do novo governador. Ela acha que de fato a situação está se complicando e que a melhor solução seria essa. Com isso queremos pacificar as questões de Roraima”, disse o presidente, em breve pronunciamento.

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