A BANCADA EVANGÉLICA NO CONGRESSO

O decreto do presidente Jair Bolsonaro pode aumentar de forma exponencial o número de pessoas autorizadas a carregar uma arma no Brasil. Atualmente, há somente 36,7 mil portes de armas válidos no país, segundo dados do fim de 2018. A amplitude do decreto pode levar esse número a vários milhões, uma vez que somente o total de moradores de áreas rurais com mais de 25 anos, por exemplo, é de 18,6 milhões.

Esta é a maior entre as 20 categorias que, com o decreto, não precisarão mais comprovar a efetiva necessidade de carregar uma arma para obter o porte. Estão no rol, entre outros, colecionadores e caçadores (255 mil, segundo o Exército), políticos eleitos (65,1 mil, segundo o Tribunal Superior Eleitoral) e caminhoneiros autônomos (900 mil, segundo entidade da classe).

DEPUTADOS DA BANCADA EVANGÉLICA da Câmara se articulam para tentar derrubar o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibiliza o porte armas. A liberação do uso de armamentos é umas das principais discordâncias dos religiosos no Legislativo em relação ao atual governo. Com a força de 195 deputados inscritos, o grupo foi fundamental para a eleição de Bolsonaro.

PSOL, PT e Rede já apresentaram projetos de decretos legislativos que revogam integralmente a medida. Os deputados evangélicos, porém, não querem apoiar as iniciativas de partidos de esquerda, e sim apresentar um projeto próprio, se for o caso.

“Estou conversando com vários deputados e já temos vários que vão apoiar sim o decreto legislativo, desde que não seja apresentado por partidos de esquerda. Não apoiamos nada do PT. Se for do PT não terá nosso apoio”, disse Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), ligado à Assembleia de Deus Vitória em Cristo, igreja liderada pelo pastor Silas Malafaia.



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