Graças a registros amadores, cientistas da Agência Espacial Europeia  descobriram um novo tipo de fenômeno celeste. Trata-se de um feixe de luz colorido que corta os céus verticalmente. O evento, que foi capturado por observadores de auroras boreais da província de Alberta, no Canadá, ainda não foi descrito cientificamente e, por enquanto, está sendo chamado de ‘Steve’.

O fenômeno chamou a atenção de cientistas da Nasa, da Agência Espacial Americana (ESA, na sigla em inglês) e da Universidade de Calgary, que viram as imagens compartilhadas em um grupo de observadores de auroras boreais no Facebook, no ano passado, e suspeitaram que o fenômeno jamais havia sido documentado.

Uma nova ‘aurora’?

As auroras boreais que conhecemos são formadas quando partículas eletricamente carregadas, emitidas pelo Sol, se aproximam do campo magnético da Terra e, em contato com a atmosfera de nosso planeta, interagem com os gases atmosféricos (como nitrogênio e oxigênio) produzindo as conhecidas luzes coloridas. Elas normalmente se caracterizam por faixas horizontais que brilham nas cores verde, vermelha ou lilás, vistas normalmente próximas aos polos Sul e Norte.

O fenômeno compartilhado nas redes sociais, no entanto, era mais parecido a uma “aurora de prótons” ou “arco de prótons” – mas como esse evento não pode ser visto pelo olho humano, os cientistas suspeitaram que se tratava de algo diferente. O físico Eric Donovan, professor da Universidade de Calgary, no Canadá, percebeu que o trio de satélites da missão Swarm, da ESA, que monitora o campo magnético de nosso planeta a 3.000 metros da superfície, havia capturado dados do momento em que o fenômeno foi visto da Terra.

As observações da agência espacial europeia, somadas aos mais de cinquenta registros do fenômeno feitos por amadores, revelaram que ele é diferente de todas as “auroras” já vistas da Terra – e parece ser relativamente comum, já que os registros foram feitos entre outubro de 2016 e fevereiro de 2017.


Os cientistas pretendem analisar mais dados e publicar os resultados em breve, mas, por enquanto, a rede de observadores de auroras boreais decidiu chamá-lo de ‘Steve’.

Confira os registros do fenômeno:



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