VÉLEZ RODRÍGUEZ, À ESQ. E ABRAHAM WEINTRAUB (À DIR.): O PRIMEIRO VAI TARDE E O SEGUNDO CHEGA PRESTIGIADO

Jair Bolsonaro anunciou a demissão de Vélez Rodríguez em seu Twitter na manhã de hoje, segunda-feira (8). Na última sexta-feira (5), o presidente já havia sinalizado uma possível demissão do ministro. Segundo ele, “está bem claro que não está dando certo, que falta gestão no ministério. Vamos tirar a aliança da mão esquerda e pôr na direita”, disse na ocasião.

O presidente reiterou que, basicamente, faltou a questão da gestão. “O ministro não tinha essa expertise aí foi acumulando uma série de problemas e lamentavelmente chegou a situação em que temos que substituir nosso querido Vélez. Ele é uma pessoa simpática, amável e competente, mas a questão da gestão deixou a desejar“, afirmou Bolsonaro. 

O presidente ainda disse que considera o novo nome indicado para o cargo, Abraham Weintraub, completamente qualificado. “Ele é uma pessoa do ramo, professor universitário, sabe gerir essas questões e é mais uma pessoa da minha linha. Conversamos sobre tudo, ele é gabaritado. E todo o primeiro escalão da equipe vai ser indicado por ele”, adiantou.

DEMISSÃO — No mesmo dia, porém, o ministro da Educação negou que deixaria o comando do MEC. “Não vou entregar o cargo”, respondeu ele a jornalistas ao chegar no 18º Fórum Empresarial Lide.

A demissão de Vélez Rodríguez ocorre após oito recuos e quinze demissões em apenas três meses de gestão. Umas das maiores polêmicas envolvendo a pasta foi a carta enviada a escolas públicas e privadas de todo o país na qual pedia para os alunos fossem filmados cantando o Hino Nacional e repetindo slogan eleitoral do então candidato Jair Bolsonaro, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.


O então ministro também recebeu críticas depois que publicou, no Diário Oficial da União(DOU), que adiou para 2021 a avaliação do nível de alfabetização das crianças brasileiras. A medida foi revogada no dia seguinte.



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