Pesquisadores do Hospital Ilsan de Dongguk, de Seul, na Coréia do Sul, estudaram a frequência com que 7.725 homens e mulheres adultos fazem refeições sozinhos; seja na hora do almoço ou jantar.

Um hábito corriqueiro, ainda mais praticado por cidadãos de grandes metrópoles, mostrou resultados surpreendentes. Entre os participantes homens, os estudiosos constataram que a relação entre refeições solitárias e saúde pode ser muito ruim: o risco destes participantes desenvolverem obesidade aumentou em 45%, e o risco  de desenvolverem pressão alta ou alguma outra síndrome metabólica, como colesterol, as chances cresceram em 64%.

A ideia do trabalho surgiu ao constatarem que cada vez mais as pessoas estão vivendo sozinhas — 27% das famílias americanas, por exemplo, são constituídas por uma única pessoa, e tal constatação tem aumentando constantemente desde 1920. Entre as hipóteses de tal aumento estão o casamento tardio e o alto índice de divórcios.

De acordo com os dados do estudo publicado na Obesity Research & Clinical Practice, se homens fizessem sozinhos duas refeições por dia, aumentariam os risco de desenvolverem síndrome metabólica, como hipertensão arterial ou pré-diabetes.

Entre as mulheres participantes da pesquisa, o primeiro resultado mostrou que se fizessem duas ou mais refeições sozinhas por dia, estariam propensas ao risco de desenvolver pressão alta ou obesidade, em 29% –menores chances de desenvolverem alguma doença. Mas após analisarem fatores de estilo de vida, como tabagismo, consumo de álcool e idade, esse percentual caiu ainda mais.




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