O GOVERNADOR (DIR.) DURANTE A COLETIVA DE IMPRENSA EM PORTO VELHO QUE ANUNCIOU NOVAS AS NOVAS MEDIDAS

O governador Marcos Rocha e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, apresentaram nesta sexta-feira (8) o plano de ação Todos por Rondônia, com novas medidas e estratégias integradas com todos os poderes, para o enfrentamento do Coronavírus em Rondônia. O anúncio foi feito em entrevista coletiva na Capital.

As medidas começam a ser implementadas a partir da próxima semana e retomam proibições anteriormente definidas quando o Governo decretou estado de calamidade pública. As ações foram necessárias em razão do aumento do caso da doença e não preveem retorno às aulas.

Marcos Rocha lamentou o momento do Estado, que sofre com a pandemia. “Infelizmente estamos passando por esse problema que é a Covid-19, que tem tirado vidas de pessoas e nós precisamos tomar atitudes. Desde o início, o governo vem trabalhando no sentido de fazer com que nós tenhamos todos os meios necessários para atender a quantidade de pessoas contaminadas que precisem de leitos e medicamentos adequados”, disse.

Segundo o governador, o estado vem lutando junto com a prefeitura para conter a doença, mas parte da população não está ajudando. “Infelizmente, algumas pessoas, por irresponsabilidade, participaram de festas, o que é proibido. Também houve um velório que reuniu muitas pessoas por 12 horas e isso não pode. Precisamos nos conscientizar para evitar a propagação dessa doença”, disse.

Ele pediu ajuda da população para não precisar iniciar um distanciamento social ampliado, recomendado pelo Ministério da Saúde. “Se a população não ajudar, vai chegar um momento, que nós precisaremos infelizmente entrar não num isolamento obrigatório, o chamado lockdown, mas iniciar um distanciamento ampliado, principalmente na Capital e em Ariquemes”, ressaltou Rocha.


PARA O PREFEITO DA CAPITAL, a coletiva realizada entre o Governo e a Prefeitura significa a união dessas duas esferas de poder para o combate a um inimigo que está nos causando muitos problemas. “Reconheço, que o governador, o prefeito e as autoridades de saúde não vão resolver o problema dessa crise sem o apoio da população. Nós precisamos da ajuda e conscientização de todos”, pontuou Hildon Chaves.

De acordo com o prefeito Hildon, essa crise terá que ser resolvida na alegria ou na tristeza. “Essa questão vai ter que ser resolvida. Se nós não adotarmos efetivamente essas medias, nós teremos que caminhar para o lockdown, que é a paralisação total e nós não temos outra opção porque queremos vender essa batalha”, afirmou Hildon Chaves.

PARA O SECRETÁRIO DE ESTADO DAS Finanças (Sefin), Luis Fernando, essas medidas estão baseadas na taxa de ocupação de UTI, principal parâmetro para que o estado possa flexibilizar as medidas de distanciamento social. A primeira medida, que deve começar a valer na próxima semana, em forma de decreto, trata-se de distanciamento ampliado em Porto Velho e Ariquemes e que se traduzirá assim: a movimentação de cidadãos somente para a realização de compras e para o trabalho. Liberação do comércio somente para os serviços essenciais, para o home office para servidores e trabalhadores em geral. Também estão proibidas as reuniões e aglomerações com mais de cinco pessoas. “Estamos detalhando alguns aspectos para que possamos decretar essas medidas a partir da semana que vem”, finalizou.

AS ETAPAS DO PLANONa FASE 1 as medidas de distanciamento social foram construídas baseadas nas taxas de ocupação de leitos. Elas devem ocorrer em 4 fases:

1- Distanciamento social ampliado;

2 – Distanciamento social seletivo;

3- Abertura comercial seletiva; e

4- Abertura comercial ampliada e prevenção continuada.

Já na FASE 2, deve haver a manutenção do funcionamento das atividades da Fase 1, isolamento apenas de pessoas em grupo de risco, visitas às unidades prisionais, asilos e hospitais suspensas, home office para servidores e trabalhadores no geral, proibido reunião ou aglomeração com mais de cinco pessoas e abertura das demais atividades que não promovam aglomerações e risco de contaminação.

A FASE 3 inclui manutenção do funcionamento das atividades da fase 1 e fase 2, manutenção do distanciamento social das pessoas em grupo de risco, visitas as unidades prisionais, asilos e hospitais suspensas, manutenção do home office para servidores e trabalhadores, abertura de restaurantes (com consumo no local), respeitando-se as regras de distanciamento social e a proibição de aglomerações acima de 30 pessoas.

Por fim, a FASE 4 prevê reabertura total, manter os hábitos e cuidados para evitar contaminação e obrigação de utilização de máscaras por 120 dias após o início da fase 3, ainda com a previsão de multa civil. A entrada e saída de cada fase dependem de alguns critérios.



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