COLUNA PONTO & VÍRGULA – Qual o correto: chego ou chegado? Pago ou pagado?

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Chegaram às nossas mão vários questionamentos sobre o uso correto do particípio no dia a dia. Afinal, a gente deve dizer, “chego” ou chegado”, “enxuto” ou “enxugado”; “pago” ou “pagado”, “coberto” ou “cobrido” ou ainda “impresso” ou “imprimido”?

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Em muitos casos, os dois usos são aceitáveis, mas há uma orientação geral que queremos dar nesse sentido. Vamos lá:

Se você usa os verbos auxiliares “TER” E “HAVER”, o aconselhável é adotar a forma REGULAR, ou seja, aquele particípio normal terminado “ado” ou “ido”. Então, a gente deve falar que “ele tinha imprimido o material” (e não “ele tinha “impresso”) ou “que ela havia gastado o recurso” (e não “havia gasto”)


Agora, se você usar os verbos auxiliares “SER” E “ESTAR”, então prefira a chamada forma IRREGULAR, mais curta, também chamada de forma erudita porque provém do latim. Então, ficaria assim, pegando os mesmos exemplos citados agora a pouco: “O material estava impresso” (e não “imprimido”) ou “o fogo foi aceso de manhã (e não “acendido”); “O preso foi solto ontem de manhã” e não “soltado’; “O pneu da bicicleta estava gasto” e não “estava gastado”.

Ficou claro então?  Repetindo a regrinha: com os verbos auxiliares “ter” e “haver”, partícipio normal, terminados em “ado” ou “ido”. Com os verbos auxiliares “ser” e “estar”, particípio dever ser aquele mais curto. Esta é a regra geral, OK?

UM DESTAQUE: O verbo “chegar” é um dos que mais causam tropeções no dia a dia por aí. Atenção, meu amigos, não existe o particípio “chego” na língua padrão. 😮 Pois é. O único particípio de “chegar” é “chegado”. Então, só posso proferir “que ele havia tinha chegado do trabalho” e não “ele havia chego do trabalho”.

Mas é claro que existem as famosas há exceções, com alguns verbos cujos particípios passados irregulares que se conjugam com os auxiliares ter e haver. Então, eu devo dizer “Ele tem coberto os cheques sem fundo” e não “tinha cobrido”; “o aluno havia escrito o trabalho” e não “havia escrevido” e “o rapaz tinha pego a correspondência” (e não pegado).

OUTRO DETALHE: o particípio irregular pode ser também um adjetivo quando não aparecem acompanhados dos verbos auxiliares. Olhem só estes exemplos: “a sala limpa chamou a atenção” (e não a “sala limpada”); “o homem morto (e não “matado”) não foi identificado.

Alguns são tão usados que a gente nem lembra que existe a forma regular. É o caso de “extinto”; a forma regular qual é? “Extinguido”; a de “expulso” é “expulsado” e “inserto” é a forma irregular de “inserido”, sabiam?

CURIOSIDADE:  os verbos exprimir e expressar, de exprimido e expressado, e têm o mesmo partícipio irregular: expresso.

São muitos os casos destes tais particípios regulares e irregulares. Publicamos uma relação completa coluna “PONTO & VÍRGULA – O português na ponta da língua”, na sua versão “escrita” e não “escrevida” no portal “Repórter RO”.  Lembre-se: se você tiver alguma contribuições, perguntas ou alguma dúvida encaminhe para o nosso whatsapp o  aos cuidados do professor Marcos Lock. Até a semana que vem, amigos!



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