A Justiça federal, unidade de Ji-Paraná notificou esta semana pequenos agricultores, residentes na área do entorno do aeroporto de Ji-Paraná, José Coleto, mais precisamente no limite reservado para a construção da segunda pista de pouso e decolagens. Eles foram informados que precisam deixar suas propriedades em um prazo de 15 dias. A situação também começa preocupar outras famílias residentes na região próximo que também pertenceria a União.

Uma das atingidas com a ação judicial foi Cleuza Dias que afirmou estar angustiada e inquieta com toda a situação que já se arrasta há anos no Poder Judiciário Federal. Ela, Maria Auxiliadora e mais três produtores rurais foram notificados para deixar suas referidas propriedades. “Todos nós estamos bastante preocupados, desolados, sem saber o que fazer no momento e com medo de perder tudo o que construímos”, declarou Cleusa Dias, produtora rural.

Outras famílias, ainda não foram notificadas e decidiram se reunir esta semana com o advogado, Robson Casula que acompanha o caso. Aos jornalistas ele lembrou que a decisão recente foi da 1ª Vara Civil da Justiça Federal, unidade de Ji-Paraná e que o magistrado determinou que os notificados, apresentem defesa em até 15 dias.

Ainda, segundo ele, o pedido refere-se a ampliação da área do aeroporto que passará de 5.550 para 5.780 metros quadrados, atingindo assim, algumas famílias com a decisão. “Penso que esta decisão vai resultar em um impacto social na vida dessas famílias”, afirmou. 

Já o presidente da Associação dos Produtores Rurais do Aeroporto de Ji-Paraná, Luzenir Oliveira, disse que a o embate jurídico com a União sobre as terras começou em 2004 e tem tirado a tranquilidade de todos os moradores, a maioria pequenos produtores rurais que dependem da produção agrícola para a sobrevivência.




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